Rodinha no Pé – Victoria – BC

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No terceiro final de semana, fizemos outra viagem curtinha para um destino muito comum para quem está em Vancouver. Fomos visitar a capital do Estado de British Columbia, Victoria. Para ir até lá existem alguns meios, os mais comuns são os grupos de turismo que fazem pacotes que incluem os translados, guias e tudo mais, ou você também fazer todo o trajeto de carro, inclusive pegar a balsa. Mas também é possível ir até lá por conta própria mesmo se estiver a pé, o que fica um pouco mais em conta por usar os transportes públicos. O trajeto é longo e pegamos diferentes transportes até chegar a balsa e depois dela, mas vou explicar tudo certinho pois acho que a diferença de valores vale a pena.

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Saindo de Downtown pegamos o metro até a estação Bridgeport, de lá esperamos o ônibus municipal número 620 para Tsawwassen Ferry, porto onde pegamos a balsa aqui chamada de BC Ferries. Você pode comprar a passagem na estação mesmo por aproximadamente 15 doláres canadenses. A travessia demora cerca de 1:40 mas a gente nem vê o tempo passar. A paisagem ao redor é muito bonita e a balsa é cheia de atrativos como restaurante, TV, espaço para trabalho e uma área externa bem aconchegante para curtir o visual. Chegando do outro lado da baía, chamada Swartz Bay, encontramos logo na saída um outro ônibus municipal que nos leva até o centro de Victoria. Existem três possibilidades: ônibus número 70 que é o mais direto e rápido, mas caso você perca essa opção também pode pegar o 71 ou o 72 que vão até lá, mas com mais paradas. Se você não estiver com pressa, isso não será um problema pois o caminho todo é muito bonito e você pode já ir aproveitando.

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E dessa forma chegamos a Victoria, uma cidade pequena e cheia de charme. Por ser uma cidade antiga e berço da colonização Inglesa no Canadá, Victoria – que tem esse nome em homenagem a Rainha Victoria, tataravó da atual Rainha Elizabeth II –  tem um clima muito europeu, com construções clássicas e cheias de rococós. Ficamos muito encantadas com todos os detalhes e tentamos aproveitar os dias para caminhar e conhecer um pouco de tudo.

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Alguns destaques foram o passeio em volta da região do Parlamento e do Hotel The Empress, a visita ao Royal BC Museum e a caminhada pela Dallas Road.

O Parlamento, construção datada de 1897, além de muito bonito, também é um prédio em funcionamento, casa da Assembléia Legislativa da Província de British Columbia. Além de caminhar ao seu redor, também fizemos a visita ao seu interior, onde pudemos conhecer um pouco sobre a história política da província, ver fotos de todos os membros da assembléia, governadores e comandantes. Lá também vimos em destaque nomes e fotos de todas as mulheres que fizeram parte e lutaram nessa história. O prédio é tão lindo por dentro quanto por fora e por isso recomendamos muito essa visita.

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Ao lado do Parlamento fica o The Empress, hotel que abriu suas portas em 1908 e está em funcionamento até hoje. Mesmo não hospedados por lá é possível andar pelo seu interior. Ele não faz muito nosso estilo, mas foi legal sentir o clima de como as coisas funcionavam na época. Nos salões de janelas de vitral e lustres de cristal podemos imaginar as senhoras e senhores caminhando elegantes e pomposos pelos seus corredores.

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Também gostamos muito de visitar o Royal BC museum, nossas exposições favoritas foram a First People Galleries – que contava com muita arte, indumentárias e ornamentos a história dos povos nativos da BC – e a Modern Histories Galleries, onde pudemos caminhar por réplicas em escala real de vários ambientes relevantes para a história da cidade.

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E além de muita história, Victoria também tem uma natureza muito bonita. Passeando pela Dallas Road conhecemos uma praia de pedras que nos deixou emocionadas. Você pode ver do alto a vastidão do mar, o horizonte e as montanhas. Tudo envolvido por um cercadinho de madeira que está ali pra proteger da altura sem atrapalhar o natural. Também é possível descer até a praia, caminhar pelas pedras e sentir a água que nessa época do ano estava bem gelada. Enfim, com certeza o nosso lugar favorito pra ver o por do sol e ficar sentada pensando na vida, nas nossas escolhas e no que queremos fazer. Inspiração pura.

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E pra não dizer que não falamos de comida, o dono do apartamento que ficamos hospedados pelo Airbnb (vamos fazer um post especial sobre a nossas experiências com o Airbnb nas viagens pra Victoria e Seattle) tinha várias dicas legais de lugares bem locais, tranquilos e gostosos. Nossos favoritos foram o Fish Hook e o Be Love, dois restaurantes de comidas frescas, bem saudáveis e com um tempero muito especial. Também gostamos dos cafés da manhã que tomamos no Be Happy e Mo:lé. Todos esse ficam localizados no centro de Victoria, super fácil de chegar se você estiver hospedado nessa região.

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Foram três dias de muita caminhada para conseguir conhecer um pouco do que a cidade tem. Foi mais uma vez gostoso estar num lugar diferente e cheio de história. Chegamos de volta bem cansadas mas felizes pelos momentos que passamos por lá.

Sol e Frio – Seattle

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No nosso último dia em Seattle aproveitamos para fazer mais um passeio pelas redondezas da Baía de Elliott, na região central da cidade. Um dia de bastante sol e com aquele friozinho do outono, foi perfeito para caminhar e conhecer um pouco mais do local.

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A parte mais legal de andar apé por uma cidade desconhecida é que vamos parando a cada ruelinha bonita, prestando mais atenção a cada detalhe. Passamos por locais que muitas vezes não notaríamos e que nos surpreendem quando entramos. É meio que se deixar levar pelo caminho, virar em uma rua porque algo de chamou atenção, sem muito trajeto marcado, apenas indo. E pela vontade de registrar todo esse charme que encontramos por lá, preparamos um pequeno ensaio aproveitando todo esse cenário.

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E falando nos deixar levar, não teve como não notar a roda gigante de 53 metros de altura que é um dos cartões postais da cidade – a Seattle Great Wheel. E foi pela curiosidade de saber como era a vista lá do alto que nos arriscamos – porque sim, temos medo de altura – e topamos esse passeio super turístico e divertido. Para quem se sente insegura em lugares altos assim como nós, eu já aviso: ela gira super devagar e chega um momento que nem notamos mais o medo de tão linda que é a vista. Vale super a pena!

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Fechamos a série de Seattle assim, com o sol no rosto e a alegria de ter vivido momentos muito gostosos.

 

Somos apenas um pontinho

Passei três dias desconectada de tudo. Me afastei do celular e me liguei apenas ao aqui e agora. Tirei alguns dias para viver o simples e agradecer a vida.

Quem já me conhece sabe que de vez em quando eu fujo para o meio do mato ou corro para a primeira praia que vejo. Gosto de São Paulo, mas as vezes meu corpo pede uma paz que aqui, com a correria do trabalho e o ritmo do dia a dia, fica difícil encontrar. E foi buscando mais uma vez essa fuga que fomos para Gonçalves, sul de Minas Gerais.

Nessa viagem visitamos o mais novo lugar que estamos apaixonados, esse das fotos acima. Uma pedra lá no alto com uma vista de perder o fôlego e fazer a gente refletir sobre a imensidão do mundo e a pequenez da gente.

Essa ida à Gonçalves foi assim, renovando as energias, agradecendo as coisas boas e curtindo muito aquilo que gosto: a natureza, as comidinhas, o amor e o cheiro de mato. Durante a semana vou contar em posts, ensaios e histórias um pouquinho sobre esses dias tão gostosos.

Rodinha no pé: Parque Nacional do Itatiaia

Na nossa ida a Itamonte fui desde o começo com um foco: conhecer o Parque Nacional do Itatiaia. Pesquisei bastante no Google e me encantei com a paisagem de lá. Queria conhecer as Agulhas Negras, o Maciço das Prateleiras as cachoeiras… Enfim, fiz mil planos, mapas e anotações.

Saímos do centro de Itamonte e pegamos estrada. Foram 32km de uma paisagem linda e de muita subida. Mas, quanto mais subíamos, mais fechadas as nuvens iam ficando e menos se via lá de cima. Podíamos perceber o quão alto estávamos com o movimento das nuvens e também pela mudança de clima. Quando chegamos aos 2.800 metros de altura, onde se encontrava a base do parque, já fazia frio e era impossível enxergar metros a frente por conta da nuvem carregada que pousou sobre aquele local.

Confesso que na hora bateu uma dorzinha no coração por estar ali e não poder fazer o passeio até o fim, mas depois me dei conta de que estava em um lugar incrível e que muito poderia ser explorado e aproveitado daquele local. Então descemos do carro e paramos em alguns pontos que tinhamos gostado do caminho e fotografamos para mostrar pra vocês 🙂

Nesse dia aproveitamos bastante e aprendi que as vezes o que planejamos muito pode mudar em um segundo e que baixar a expectativa e se deixar surpreender pode ser a melhor receita de uma viagem. Percebi também que não são só de dias ensolarados que a vida é feita, temos que saber curtir os dias cinzentos e cheios de nuvens e saber tirar aquilo de mais lindo que eles podem nos oferecer.

Rodinha no pé: Passa Quatro

Com a rodinha no pé visitei a cidade de Passa Quatro, no sul de Minas Gerais.

Já devem ter percebido que sou apaixonada por esse estado e sempre que posso dedico meus finais de semana para conhecer as cidades que lá se encontram. Gosto de lá pelo clima, pela natureza muito rica – cachoeiras, montanhas, vales e muita mata preservada –  pelas pessoas sempre simpáticas e atenciosas e pela tranquilidade que o lugar transmite.

Em Passa Quatro ficamos encantados com a estação ferroviária, de lá sai um dos passeios mais legais para se fazer na cidade. A bordo da Maria Fumaça 332 de 1929, o trem vai com destino à Estação Cel. Fulgêncio, no alto da Serra da Mantiqueira, no túnel que faz divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais – local marcado por ser palco de batalhas durante a Revolução de 32.

O trajeto traz, além de uma paisagem linda, memórias e fatos marcantes da história do nosso país: a linha férrea foi inaugurada em 1884, contando com a presença de D. Pedro II, e se tornou um percurso importante por fazer ligação entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, trazendo para Passa Quatro um forte desenvolvimento econômico junto ao seu crescimento populacional.

Para você que também ama saber um pouco mais sobre a história do Brasil, a cidade é um prato cheio para isso. E por falar em prato, os restaurantes de lá são deliciosos, servem uma comidinha bem tradicional mineira, conseguindo trazer através do paladar, todo o aconchego que a cidade tem.

Para quem ficou com vontade de saber mais sobre a cidade ou se tiverem mais dicas de outras cidades pela região, me mande um email (vidadeamora.flavia@gmail.com) ou me procura no Instagram (instagram.com/flaviaribeiro), vou adorar te ajudar ou então receber mais informações de vocês 🙂