Slow Fashion, Vegana e Feita à Mão: Três marcas em um editorial cheio de amor

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Fui convidada, ao lado da Lais Cunha, para participar de um editorial produzido pela turma de moda AN5DM da Belas Artes. As fotos foram uma parceria com a marca de roupas slow fashion Jezebel, a de sapatos veganos Kasulo e de acessórios feitos a mão Camila Alves.

Uma delicia poder contribuir com o trabalho das meninas e ainda passar uma manhã muito gostosa sendo clicada pela Bárbara Waldorf. O resultado desse trabalho está aqui nessa série de fotos que selecionei para compartilhar com vocês 🙂

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Pausa para o café com: Stampo

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O pausa para o café da semana veio cheio de graça e estilo. Parei para conversar com a Natália Caramello e a Mariana Metran, criadoras da Stampo – marca de roupas adepta ao slow fashion e que se preocupa com a autenticidade e a qualidade de cada peça que produzem.

Há um tempo acompanho a marca pelo Instagram e a cada dia que passa me encanto ainda mais com as modelagens super originais e com as estampas que comunicam toda a identidade que a marca tem. E essa personalidade forte vem das mãos cuidadosas e atentas das duas, que participam de todo o processo de criação e aplicam na marca a ideologia que carregam e a vontade que tem de comunicar moda da sua maneira.

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Se você ficou curiosa para saber sobre como a Stampo começou e se desenvolveu, no nosso bate papo elas contam tudinho! Olha só:

– Como surgiu ideia de criarem a Stampo? Vocês já trabalhavam com moda antes?

Eu e minha sócia somos formadas em Moda, com foco na área de Modelagem.

Nós trabalhávamos com moda antes de criarmos a Stampo, mas a insatisfação com o mercado de trabalho e os nossos antigos empregos nos incentivaram a abrir o nosso próprio negócio, onde poderíamos colocar todas as nossas idéias em prática.

Iniciamos os projetos da Stampo em 2012 quando ainda trabalhávamos para outras empresas e somente em 2014 resolvemos oficializar a abertura da empresa, foi um momento de decisões difíceis, acabamos arriscando e o retorno positivo que recebemos das nossas primeiras clientes nos ajudou a seguir em frente.

A Stampo hoje é formada apenas por nós duas, somos responsáveis por todas as etapas da marca desde a criação e modelagem até a etapa final de venda e envio.

– A produção de cada coleção de vocês é limitada. Vocês se consideram uma marca slow fashion ou tem alguma simpatia por esse tipo de movimento da moda?

Acreditamos fazer parte do movimento, vemos o slow fashion como uma alternativa à produção em massa.  A nossa produção é limitada, fazemos apenas duas coleções por ano, com uma quantidade pequena de peças por modelo para que as clientes tenham uma exclusividade ao vestir nossos produtos, e principalmente para que as peças possam levar o tempo necessário para serem produzidas com qualidade.

Os processos de criação e modelagem das peças da Stampo são feitos por nós duas, já o corte, costura e estamparia são desenvolvidos em oficinas locais aqui da região do ABC Paulista, que é onde trabalhamos.

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 – As estampas são um ponto forte da marca. Como acontece o processo de criação de cada uma delas?

Gostamos muito de estampas e evidenciamos isso na maioria das nossas peças.

Em todas as coleções desenvolvemos ao menos três estampas exclusivas, as artes são criadas de acordo com a proposta da coleção e nem sempre seguindo as tendências de moda, o processo de desenvolvimento dos desenhos é feito por uma amiga designer de estampas, que cria e executa o desenho à partir das nossas idéias.

O custo para se produzir uma estampa exclusiva, principalmente com uma variedade grande de cores ainda é muito alto, esse é o único motivo para não produzirmos uma coleção somente com desenhos exclusivos. Nosso foco é com o tempo ir aumentando cada vez mais a quantidade de artes próprias e produzir menos peças com tecidos garimpados.

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– Qual a principal mensagem que pretendem passar com a marca de vocês?

Gostaríamos de passar a mensagem de uma moda consciente. Nós criamos a Stampo com o intuito de fazer aquilo que acreditávamos, a decisão de sair das grandes empresas que trabalhávamos para criar a Stampo foi baseada nisso, e isso está presente nas nossas criações e na forma como trabalhamos.

– Se a Stampo fosse uma pessoa, como ela seria?

Seria uma pessoa que acredita nos seus sonhos e não tem medo de tentar o novo, está sempre aberta para novas histórias e possibilidades.

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No site vocês podem conferir todas as peças bem de pertinho: stampoloja.com.br 🙂

E para não perder nenhuma novidade, sigam a marca nas redes sociais:

Pausa para o café com: Conceito Ada

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Sempre comento por aqui da importância que dou para o significado das roupas que visto. Seja do armário da avó ou das novas marcas conscientes que aparecem cada dia mais, todo esse universo por traz das peças me encanta e me da ainda mais alegria em carregar comigo algo que acredito e que faz sentido pra mim.

Quando conheci a Conceito Ada esse sentimento bom bateu logo de cara. A Ada é uma marca de roupas atemporais, veganas e que tem como principal característica a valorização do ser feminino. Além disso as peças são feitas à mão, com fibras naturais e 100% brasileira. É tanto valor agregado à essas roupas que a gente até perde o fôlego! 

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E foi com muita alegria que eu recebi no começo desse mês um vestido lindo e super confortável que as criadoras da marca me mandaram e pude sentir bem de pertinho todo esse carinho e cuidado que as meninas tem por esse trabalho. Ah, outro detalhe que achei demais: cada modelo de vestido leva o nome de uma grande mulher! Uma homenagem linda para aquelas que fizeram história na nossa luta. O meu foi o Antonieta <3 

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A Conceito Ada é rica em detalhes. Todo o seu processo de criação encanta e nos faz acreditar cada dia mais que um novo ciclo da moda se inicia e vem cheio de estilo, criatividade e consciência. E para explicar cada detalhe da marca, bati um papo com a Camila Puccini e a Melina Knolow, as duas cabeças por traz de todo esse conceito:

– A Ada foi criada e idealizada por duas pessoas. Conte um pouco sobre a trajetória de vocês e o que as motivou a criar a marca:

A marca foi lançada em Março desse ano, porém começou a surgir ao longo do ano passado! Minha sócia é a Melina que também é minha namorada, e ao longo de 2015 tomamos várias decisões e atitudes sobre como gostaríamos que fosse a nossa vida. Comecei a acompanhar intensamente o projeto da Cristal Muniz (um ano sem lixo) e também matérias e reportagens sobre sustentabilidade e consumo consciente. 

Começamos fazendo peças para nós mesmas, e isso foi evoluindo até que percebemos que poderíamos transformar em um negócio! A partir daí começamos na construção da marca, no que acreditávamos e queríamos que a nossa empresa carregasse. Tudo começou pelo nome Ada, que é uma homenagem à Ada Lovelace, a mulher que calculou o primeiro algoritmo a ser processo por uma máquina, considerada a mãe da computação. Decidimos então homenagear essa grande mulher e a partir da definição do segmento de produtos (vestidos) elencamos seis outras mulheres que realizaram conquistas importantes para a história feminista nomeando assim as peças. 

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O conceito slow já fazia parte de nossas vidas, eu (Camila) sou formada em design de moda, e nunca gostei muito do termo “coleções”. Concordamos em trabalhar com modelo de produto, que já é utilizado por indústrias como a calçadista e de mobiliário. Assim cada peça pode ter seu tempo de vida de acordo com a demanda solicitada pelos clientes, sendo o nosso público que determina quanto tempo a peça ficará a venda! Os primeiros seis modelos lançados tem uma tiragem de até 50 peças, e os novos produtos variam entre 5 / 20 / 30 unidades. 

O minimalismo é algo que acreditamos que vem junto com o slow, gostamos de poder ofertar um produto versátil e atemporal, que possa ser utilizado desde um dia no trabalho, um happy hour, um passeio no parque ou uma formatura. Novamente é o nosso cliente que molda nossos produtos de acordo com a sua necessidade e estilo!

Somos vegetarianas a algum tempo caminhando aos poucos para o veganismo, e temos em nossas amizades muitos amigos que são veganos. Ao definir nosso modelo de produto juntamente com nossas escolhas de vida, optamos por não utilizar nenhuma matéria prima de origem animal e também estamos passando pelo processo de certificação de produto vegano.

– Existe todo um conceito por trás da marca e quem compra uma peça de vocês compra também essa ideia que carregam. Como é para vocês comunicar tudo isso que acreditam através das roupas?

Procuramos sempre mostrar em nossas redes sociais pouco a pouco tudo o que nós acreditamos, volta e meia é necessário recapitular pois sempre tem gente nova chegando. Estamos atualizando as nossas redes fixas como facebook e site para quem quiser buscar mais informações sobre a gente, procurando explicar nossos produtos, collabs e apresentando os veículos em que já tivemos reportagem. 

Nas redes também pincelamos o nosso dia a dia e os processos produtivos,  apesar de haver um planejamento é tudo vida real e postado na hora em que está acontecendo! Valorizamos muito isso pois acreditamos que aproxima o público da gente. Também procuramos comunicar muito de quem somos nas feiras e bazares que participamos, pois é nesse momento que a cliente foi até a gente especialmente para nos conhecer e ouvir a nossa história. 

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– A Ada tem uma forte ligação com o feminismo. Inclusive o nome é inspirado em uma grande mulher. Como essa ideologia foi aplicada a transmitida pela marca?

Tudo começou quando escolhemos o nome da marca e decidimos homenagear Ada Lovelace, após, definimos o segmento de produto e escolhemos mais 6 mulheres que dariam nome a nossas peças. O mais legal é que a cada modelo lançado exploramos o universo das pesquisas para encontrar mais mulheres que não necessariamente tenham realizados grandes feitos, e sim mulheres comuns do nosso dia a dia, que realizaram conquistas incríveis e incentivam outras a lutarem pelos seus direitos e conquistarem sonhos. Um exemplo é Carolina Maria de Jesus, que viveu grande parte da sua vida na favela até ter seu primeiro livro publicado, hoje este já foi traduzido para mais de 10 idiomas. 

Outra coisa legal é a nossa pesquisa, que nos permitiu conhecer o trabalho da cordelista e escritora Jarid Arraes, que faz incríveis cordéis biográficos sobre mulheres brasileiras. Adquirimos alguns cordéis de 6 mulheres que seriam a inspiração dos novos produtos e enviamos eles com as primeiras vendas de cada peça, para que outras pessoas conheçam não só a história daquela mulher, como o trabalho de Jarid. 

Também procuramos ofertar uma grade de produtos diferenciada, disponibilizando nossos tamanhos do PP ao GG, para as alturas de 1,60/ 1,70 e 1,80! Como desde o lançamento da marca houve uma procura muito grande para tamanhos petite, nessa segunda 29/08 estaremos lançando nossa grade de tamanhos para as petites <3

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– Qual a sua relação com o trabalho feito à mão?

O trabalho manual sempre esteve muito presente em nossas famílias, a avó da Camila tricotava, bordava, crochetava e costurava de tudo um pouco, então é algo que está no sangue. Quando idealizamos a marca pensamos no manual e no fazer, no intimismo da consumidora poder conhecer quem está por trás de todo o processo produtivo de cada peça. No início realizávamos o corte dos vestidos um a um, manualmente na tesoura, e apesar das costuras serem na máquina, todo o processo levava até 7 horas para ser finalizado. Hoje utilizamos máquina de corte, mas o tempo produtivo ainda varia entre 3 e 5 horas para cada peça e continuamos realizando todos os acabamentos a mão. Em nosso ateliê procuramos injetar um pouco da nossa paixão pelo manual em cada peça que é confeccionada.

– Onde as pessoas podem encontrar os vestidos de vocês? 

Por enquanto temos dois canais de vendas físicas: Porto Alegre/RS e São Paulo/SP

Porto Alegre: Temos nosso ateliê aberto, situado na Zona Sul, onde as pessoas podem entrar em contato conosco via insta, facebook ou e-mail para agendar um horário e vir nos visitar! 

São Paulo/SP: Temos algumas peças na Galeria Nacional – Rua Mateus Grou, 540 – Bairro Pinheiros

Também temos quatro portais de vendas online:

Nosso Site: www.conceitoada.com

A +Alma, curadoria de produtos com Design Brasileiro: www.maisalma.com

A OAK – One Of a Kind, curadoria de produtos gaúchos: shopoak.com.br

E a nossa collab com a Boutique São Paulo que é vendida com exclusividade no site deles: boutiquesaopaulo.com.br/produto/vestido-luisa/

– Se a Ada fosse uma pessoa, como ela seria?

Seria uma mulher que acredita que um mundo melhor é possível e que faria de tudo para ver isso acontecer!

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E pra fechar, todo o resíduo produzido pelas peças é destinado à ONG Patas Dadas, que transforma essas sobras em capas e camas para cachorros e gatos, dando um novo significado para o que seria considerado lixo industrial.

Para acompanhar bem de pertinho o trabalho dessas meninas cheias de talento e muita responsabilidade, siga o perfil delas no Instagram (@conceitoada) e curtam a página do Facebook (Conceito Ada).