As cores e as flores de Natália Viana

blog_ (5) (3)

Fotografia, arte, cores e flores: uma misturinha boa de tudo que me encanta e me chama atenção por onde passo. Esse é apenas um resumo do trabalho lindo da fotógrafa por natureza Natália Viana, que conheci através do Instagram e me apaixonei logo de cara.

Cores sempre harmônicas, flores super bem selecionadas, objetos posicionados de forma leve, que conversam perfeitamente entre si nas mais lindas composições são marcas fortes da sua fotografia. Em toda imagem percebemos uma boa dose de carinho e muito amor depositado. Natália desenha com flores, compõe com a natureza.

Ao abrir o Instagram dela a gente logo se depara com a seguinte frase: “fotografo flores, assim elas não morrem”. E foi com essa vontade de eternizar as emoções que ela começou o seu trabalho como fotógrafa.

blog_ (10) (1)

blog_ (9) (2)

blog_ (13) (1)

Natália tem apenas 28 anos e é de Belém do Pará. De lá trouxe grande parte da sua fonte de inspiração e do amor por tudo aquilo que vem da natureza. Ela conta que muitos dos seus cliques vem cobertos de saudosismo. Saudade da sua terra natal, do aconchego dos pais, do perfume de jasmim – que era muito presente na sua infância. Sua família tem uma forte relação com flores e essa admiração foi construída ao longo de toda a sua vida. Hoje ela mora aqui em São Paulo com o seu noivo, também fotógrafo e incentivador do seu processo na fotografia. 

Parece que não, mas Natália não nasceu com uma câmera nas mãos. Ela é formada em moda e já teve até uma marca de roupa, a Quiquiriqui, na qual também podemos notar que o amor por flores já é um caso antigo. Depois que ela encerrou a marca, encontrou na fotografia – que antes para ela era apenas uma válvula de escape para enfrentar os contratempos de ser uma empreendedora – sua nova paixão e sua companheira no dia a dia. Na fotografia ela viu uma maneira de externalizar todos os seus sentimentos, de se comunicar através das suas fotos e de passar sua mensagem, sempre positiva, para um número cada vez maior de pessoas.

blog_ (11) (1)

blog_ (3) (3)

blog_ (16) (1)

Quando a pergunto sobre seu processo criativo, com toda a leveza ela responde: “Meu processo criativo sempre foi de forma muito livre. Funciona como uma conversa comigo mesma sobre o que eu acredito, o que me faz bem naquele momento, de que forma posso fazer algo para me fazer sorrir e, quem sabe, fazer sorrir outras pessoas.”

Sempre em contato com a natureza e com as belezas que ela fornece, Natália enxerga nesse amor que tem pelas flores uma maneira de se aproximar das pessoas, muitas vezes que ela nem imaginava conhecer. Como ela diz: “é a mãe natureza agindo para que coisas boas aconteçam!”.

blog_ (18) (1)

blog_ (8) (3)

blog_ (17) (1)

Inspirada por toda essa vontade de transmitir o lado bom da vida, fico aqui na torcida para que essa troca de emoções nunca acabe, pra que assim a gente continue acompanhando se encantando pelo trabalho da Natália.

Pra conhecer mais do seu mundo florido e colorido visite:

blog_ (4) (3)

Pausa para o café com: Vereda

Do fascínio por pedras e suas variadas formas e energias, a jornalista Lígia Nogueira criou a Vereda, marca de joias feitas a partir de pedras brutas selecionadas e montadas manualmente por ela.

Na natureza existem infinitos elementos que trazem consigo uma grande fonte de boas energias, e as pedras são uma delas. Sempre acreditei na força que elas têm para nos trazer sorte ou até mesmo proteção, e foi conhecendo o trabalho tão delicado da Vereda que me encantei ainda mais por esse universo.

8 (1)

5 (1)

Na nossa Pausa para o Café, Lígia explica não só como tudo isso começou mas também compartilha com a gente todo o seu conhecimento sobre esse assunto tão interessante e encantador:

Vida de Amora: Como foi o processo de criação da marca?

Vereda: Como jornalista, sempre trabalhei com criação, mas meu processo sempre foi muito relacionado ao texto. Comecei a desenvolver os colares como hobby e quando comecei a visualizar as peças como algo concreto, que outras pessoas poderiam gostar além de mim, estava relendo o livro do Guimarães Rosa (“Grande Sertão: Veredas”, escrito em 1956). Imediatamente aquele universo tão único, com um idioma próprio, passou a me envolver completamente. Percebi que era isso que eu estava fazendo, criando um mundo particular, e queria que as outras pessoas sentissem a mesma coisa.

V.A.: Qual a relação que tem com as pedras brutas e a energia que tem nelas?

V.: Os cristais fazem parte do reino mineral, um dos primeiros a surgir na Terra. De acordo com a sua composição química, cada mineral emana um tipo característico de energia através do seu campo. Nesse sentido, as pedras brutas têm mais energia do que as polidas ou lapidadas. Sinto uma enorme diferença ao dispor cristais nos ambientes – em vários cômodos da casa, ou no atelier, por exemplo. Cristais de quartzo transparente renovam as energias e são ótimos para o banheiro, por exemplo. No quarto, um fragmento de quartzo rosa estimula o amor. Eles também são ótimos para a meditação. Carregar uma pedra em um colar junto com a gente é muito simbólico, é como aceitar nossa natureza como ela é, com a sua beleza e também com as suas imperfeições.

4 (1)

V.A.: Você tem a sua pedra preferia ou aquela que sempre anda com você como um amuleto?

V.: A partir do momento em que comecei a trabalhar com as pedras, me tornei absolutamente fascinada por todas elas. Em certos momentos tendo para os azuis e os verdes; em outros, para os rosados. Mas adoro a pirita e a turmalina negra. São praticamente opostas, mas complementares e instigantes.

A amazonita atrai dinheiro, sucesso, traz alegria. A água-marinha atrai felicidade e está relacionada à coragem. A pirita atrai riqueza, prosperidade, proteção e sorte. Estimula a inteligência, a percepção, a criatividade. Já a turmalina negra é um incrível escudo contra a energia negativa.

7 (1)

9 (1)

V.A.: Como é o processo de seleção do material e a escolha de cada uma das pedras para criar os acessórios?

V.: Justamente por terem formatos incomuns – e únicos, diferentes entre si –, as pedras brutas proporcionam encaixes também únicos. Cada colar que eu crio é como um encontro. É como se as próprias pedras se escolhessem. Os tons e os formatos geralmente são o fio condutor. A natureza é a inspiração principal, mas cada experiência rende uma história, ou uma “minicoleção”. Estive em Algodões, na Bahia, recentemente, e fiquei fascinada pela paleta de cores do lugar. Quando a maré descia, algas dos mais diferentes tons de rosa preenchiam as areias. Voltei obcecada pelos rosé e fiz algumas peças com cores mais “calmas”.

1 (2)

3 (2)

V.A.: Se a Vereda fosse uma pessoa, como ela seria?

V.: Como o David Bowie, talvez?? Penso na fase Ziggy Stardust, totalmente desafiadora, fora dos padrões. Ou, quem sabe, a Vereda se aproxime do jazz intergaláctico do Sun Ra, com suas referências ao cosmos…

6 (1)

2 (2)

Trazer consigo uma pedra já é algo extremamente simbólico, e a proposta que a Vereda traz para isso deixa tudo ainda mais incrível.

Acompanhe o trabalho da marca nas redes sociais:

Instagram: @vereda.joias

Facebook: facebook.com/vereda.joias

E se você quiser ver tudo isso bem te pertinho, a Vereda agora tem um atelier super charmoso na Vila Madalena, aqui em São Paulo. Ele fica em uma casa dos anos 60 onde também funcionam um estúdio de fotografia, um espaço de artes plásticas, um brechó e uma cervejaria. Tem um jardim delicioso onde fazem eventos, happy hours e festinhas. Para fazer uma visita é só escrever para veredajoias@gmail.com, aposto que você vai amar tocar essa energia boa com quem sabe muito sobre o assunto!

Somos apenas um pontinho

Passei três dias desconectada de tudo. Me afastei do celular e me liguei apenas ao aqui e agora. Tirei alguns dias para viver o simples e agradecer a vida.

Quem já me conhece sabe que de vez em quando eu fujo para o meio do mato ou corro para a primeira praia que vejo. Gosto de São Paulo, mas as vezes meu corpo pede uma paz que aqui, com a correria do trabalho e o ritmo do dia a dia, fica difícil encontrar. E foi buscando mais uma vez essa fuga que fomos para Gonçalves, sul de Minas Gerais.

Nessa viagem visitamos o mais novo lugar que estamos apaixonados, esse das fotos acima. Uma pedra lá no alto com uma vista de perder o fôlego e fazer a gente refletir sobre a imensidão do mundo e a pequenez da gente.

Essa ida à Gonçalves foi assim, renovando as energias, agradecendo as coisas boas e curtindo muito aquilo que gosto: a natureza, as comidinhas, o amor e o cheiro de mato. Durante a semana vou contar em posts, ensaios e histórias um pouquinho sobre esses dias tão gostosos.

No pé da mantiqueira

Em meio à flores e muita mata e ao som de cigarras e sabiás, fizemos mais um ensaio todo verde para vocês!

O local escolhido foi a pousada que ficamos na cidade de Itamonte, Sul de Minas. No pé da Serra da Mantiqueira, ela é ideal para quem busca paz e um pouquinho de isolamento do mundo real – e virtual. Lá não pega celular, TV só apenas alguns canais. Mas o bom mesmo é curtir o barulho da natureza e do rio que corta a pousada – nada melhor pra relaxar do que o barulho de água!

Para quem ficou com vontade de escolher um chalézinho para chamar de seu durante o final de semana, aqui o site deles: encantodasaguas.com.br

 

macaquinho: Zara / t-shirt: Zara / oxford: FARM / meia: HM / anéis: Jóias Tatiana de Francisco / relógio: Casio

Rodinha no pé: Paraty

Sempre que vou à Paraty me sinto voltando no tempo. A cidade histórica encanta não só pela arquitetura mas também pelo ritmo que ela traz para o dia. Ao contrário de São Paulo (cidade que moro), Paraty desacelera os ânimos e faz você dançar conforme a música: de forma leve e muito alegre.

Para começar o dia é importante um café da manhã bem reforçado. Uma vitamina de banana é uma ótima dica! 🙂 Depois disso bora buscar as maravilhas que natureza tem para oferecer – coisa que não falta por lá.

Passamos a tarde visitando cachoeiras e nos apaixonamos pela da foto: cachoeira do Iriri. Com várias quedas e piscinas naturais, foi perfeita para renovar as energias.

No final do dia fizemos uma parada na praia para um mergulho de água salgada, fechando com chave de ouro.

A noite não podíamos deixar de aproveitar o clima gostoso e único do centro.