Maternidade e muito trabalho, saiba como Thais Farage equilibra os pratinhos com muita leveza e amor

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Hoje trago para o blog uma pessoa que admiro e me identifico muito. O Instagram tem dessas, nos inspira e também nos faz conhecer pessoas incríveis e cheias de boas ideias e opiniões. E foi assim que conheci a consultora de estilo, Thais Farage. Primeiro adorei suas fotos e seu estilo e, foi pesquisando mais a fundo, que me vi encantada com a mensagem que ela passa e o quanto tinha para aprender com tudo que ela diz.Continue lendo

Pausa para o café com: d.uas design

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O bate papo da vez veio em meio às cores de uma marca que é puro encanto: a d.uas design. Com origem em Recife, a marca já ganhou os corações de muita gente pelo Brasil todo. Eu que já acompanhava o trabalho delas pelo Instagram, pulei de alegria quando me enviaram essa saia linda e cheia de bossa. E por onde passo vem a pergunta: da onde é a sua saia?

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E não é só de roupas lindas que o universo da d.uas está repleto, na verdade tudo começou de um jeito super diferente. Lia Tavares e a Mariana Viturino – criadoras da marca – deram os primeiros passos vendendo móveis com suas estampas exclusivas. O sucesso foi tanto que a começaram a crescer e desenvolver seus tecidos de decoração para a produção de vestuário.

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Ficou curiosa para saber sobre todo esse processo? A Lia conta tudinho aqui:

Vida de Amora: Como começou a d.uas? A moda veio antes ou foi a decoração?

d.uas: A d.uas iniciou em 2010, com a idéia de trabalhar estampas exclusivas para mobiliário. Garimpamos alguns móveis e desenvolvemos estampas exclusivas para essas peças. Nessa época nós ainda estávamos na universidade e tínhamos estágios em áreas diferentes. A d.uas era o nosso terceiro turno e os nossos fins de semana.

Com o tempo, vimos a necessidade de ampliar esse catálogo de estampas para decoração em geral, inclusive vendendo a metro para quem desejasse reformar seus próprios móveis. Criamos uma linha de móveis pés palito e foram o maior sucesso, tanto que trabalhamos com eles até hoje.

Visando o não desperdício de tecidos dos móveis (a nossa matéria prima mais cara), passamos a fazer almofadas e acessórios estampados para o dia a dia (necessaires, estojos, carteiras).

Logo depois a demanda por estampas foi crescendo e algumas pessoas chegavam a comprar nossos tecidos de decoração para fazer roupas! Assim começamos a visar um crescimento da d.uas, agora em outro nicho. Mas só tínhamos o know how das estampas, e por isso foi preciso ampliar a equipe com modelista, costureiras, etc.

Hoje contamos com uma equipe de criação e desenvolvimento das estampas e peças, equipe de vendas e fornecedores na área de moda e decoração.

Com isso, ampliamos muito o nosso público alvo, pois o foco de decoração era de pessoas já com casa montada ou jovens casais. Com moda e acessórios, conseguimos atingir um público mais jovem, pois a faixa de preço dos nossos produtos tornou-se muito mais ampla, nos colocando como uma marca mais democrática.

Na moda, procuramos sempre atender o público mais diversificado possível, prezando sempre pela exclusividade nos produtos, produção local, preço justo e consumo consciente.

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V.A.: Queria que contassem um pouco sobre essa relação de vocês com as estampas. Acho muito legal o leque que abrem para aplicá-las tanto em roupas quanto em objetos e até papel de parede. Vocês consideram as estampas o coração da marca?

d.uas: Sim! Tanto que definimos que o “nosso negócio é estampa!”. Hoje não nos consideramos uma marca de moda ou decoração, somos uma marca que desenvolve estampas e aplicamos em diversas superfícies. Apesar de, atualmente, nosso faturamento com moda representar quase 70% do total da marca.

A cada coleção desenvolvemos estampas para moda e decoração, mas como trabalhamos também com encomenda em decoração, muitos clientes acabam pedindo estampas que haviam sido pensadas para moda. A ideia é que não haja uma hierarquia no nosso portfólio, é que o cliente fique livre para escolher o que mais combina com ele e com a casa dele. 🙂

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V.A.: Como acontece o processo de criação? Qual a maior inspiração de vocês?

d.uas: Quando trabalhávamos apenas com decoração, não seguíamos calendários, lançávamos as estampas livremente, até porque eram exclusivas para cada peça. Logo depois, já trabalhando com moda, resistimos um pouco a cumprir calendários pré-determinados, mas vimos que poderíamos usar a ideia de coleções como nossa aliada.

Hoje nós amamos trabalhar com temas, assuntos e inspirações. Assim conseguimos mergulhar um pouco em assuntos diferentes a cada coleção.

Definimos anualmente as nossas coleções, os temas e iniciamos o processo de pesquisa. Viagens, livros, pinterest, imagens, paletas de cor, detalhes arquitetônicos, tudo isso nos auxilia na criação das nossas estampas e produtos.

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V.A.: Quais as dificuldades e alegrias de ter uma marca própria?

d.uas: As alegrias são muitas (as dificuldades também! haha). Acordar nas segundas feiras e ir pro trabalho feliz parecia utopia, mas não é! Esbarramos nas dificuldades burocráticas para as pequenas empresas, nas dificuldades de fornecedor, de abrir mão de fins de semana. Por muitos anos o trabalho se torna a prioridade 1, 2 e 3 da sua vida. Mas com o tempo vamos conseguindo equilibrar. 🙂

V.A.: Se a d.uas fosse uma pessoa, como ela seria?

d.uas: Seria uma mulher livre, independente, comunicativa, que ama seu corpo e briga pelo seu espaço.

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Gostoso saber mais sobre o desenvolvimento e crescimento de uma marca tão completa como essa. Ter a sua própria marca é descobrir um universo de possibilidades e ir se desafiando e entendendo bem de perto o seu público. O importante é ter a sua identidade bem formada e seguir em frente, abraçando todas as oportunidades que seu trabalho pode te dar!

E para acompanhar diariamente a d.uas, siga a marca nas redes sociais:

Instagram: instagram.com/duas

Facebook: facebook.com/d.uasdesign

Site: duasdesign.com

Estudando figurinos: Thelma & Louise

Sem negar 100% meu diploma (para quem ainda não sabe, sou formada e Rádio e TV), resolvi trazer para o blog uma das minhas maiores inspirações quando o assunto é moda: os filmes. Sempre me apeguei muito à direção de arte dos filmes em geral e não posso negar que pelo menos metade da minha atenção está voltada para isso quando estou em frente à telinha. Acho muito importante a gente aprender que inspirações podem vir a partir de tudo que a gente vê e que o legal da moda não é copiar exatamente o look de alguém e sim, misturar tudo que está a nossa volta e formar a nossa própria identidade visual.

O filme escolhido da vez foi Thelma e Louise, dirigido por Ridley Scott, com roteiro vencedor de Oscar da escritora Callie Khouri e figurino assinado pela Elizabeth McBride. O filme, que foi lançado no começo dos anos 90, logo chamou minha atenção por ter como protagonistas duas mulheres, com personalidades fortes, porém bastante distintas. Esse detalhe deixa o filme muito encantador, pois deixa claro como cada uma age diante das situações e como isso vai, de certa forma, influenciando o jeito que elas se vestem nas diferentes fases do filme.

Thelma (vivida por Geena Davis) era uma mulher ingênua, que levava uma vida solitária à dispor do seu nada agradável marido. Já Louise (Susan Sarandon) era mais determinada e dona das suas próprias escolhas. Ambas não estavam muito contentes em seus relacionamentos e, por isso, resolveram tirar um final de semana para ficarem juntas em um chalé e se afastarem de seus problemas.

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Nesse contexto cada uma tinha seu estilo bastante marcante: Thelma de regata branca com recorte ombro a ombro e botões na frente que, junto com a saia de amarração na mesma cor, dava até a impressão de usar um vestido. Por cima uma jaqueta jeans com detalhes de renda e pérola, num estilo mais romântico. Já Louise vestia uma calça jeans de cintura alta, um cinto marrom, camisa branca abotoada até em cima com bordados na gola e, para fechar, um lenço amarrado na cabeça e um óculos de sol gatinho, clássico da época, compondo um look mais cheio de si. O figurino de Louise nessa cena ganhou meu coração da cabeça aos pés, senti uma grande semelhança com a forma como me visto hoje, mesmo porque vivemos um momento da moda em que os anos 90 e o vintage são uma das nossas maiores referências.

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Ao longo do filme as personagens passam por mudanças extremas de comportamento e isso se reflete diretamente na forma como se vestem. Acho super interessante ver o quanto os diretores usam o figurino pra comunicar essas mudanças de atitude. No segundo ato do filme o figurino começa a se desconstruir e é ai que o jeans ganha destaque, sendo bastante usado pra retratar esse momento mais cheio de ação e rebeldia. Nessa fase de transição de figurino e personalidade, Louise aparece com seu jeans clássico de cintura alta e camiseta lisa de manga longa, enquanto Thelma joga uma jaqueta jeans oversize por cima de um short de cintura alta florido e do seu biquini de babados.

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O filme segue e a desconstrução continua. Vemos Thelma como look total jeans, fugindo completamente do seu estilo romântico do começo do filme. Louise continua básica: regata branca, cardigan preto e calça jeans com cinto, se mantendo elegante. Um fato interessante era que a cada parada que elas faziam durante a viagem alguma informação de moda era introduzida ou algum look remodelado.

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Adorei quando Thelma rasga as mangas de sua camisa jeans e complementa fazendo um nózinho na cintura e quando Louise abandona todos os seus acessórios e o cardigan e, para dar um toque, amarra no dois fitilhos jeans no pescoço. Também amei perceber a parceria das duas traduzidas através dos momentos em que elas trocam de casaco uma com a outra, dando ainda mais realidade para a relação. Outro momento em que a moda serviu bastante como reflexo de mudança é quando Louise entrega seus óculos gatinho para um policial e em troca leva o Ray-Ban aviador que ele usava. Um acessório tendo um peso muito grande na comunicação dessa mudança de atitude da personagem.

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Nas últimas cenas Thelma e Louise já trazem em suas roupas uma síntese de toda essa transformação de comportamento vivida durante toda a história. A personagem que mais podemos perceber essas alterações refletidas em seu figurino é Thelma. Essa mudança drástica é reforçada na última cena, quando ela aparece de regata preta de caveira e boné com broches aplicados, roubada de um caminhoneiro que as perturbava.

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Além de muita informação de moda, o filme foi meu escolhido dessa vez por debater tabus que, infelizmente, ainda são super atuais. Na época em que o filme foi lançado, gerou bastante polêmica e controvérsia. A começar pelo fato de que raramente um filme de Hollywood teria, até então, personagens femininas como protagonistas. As mulheres desse filme começam a aventura numa busca por liberdade que não tinham em seus casamentos nem em suas vidas, atitude essa que causou certo estranhamento e até preconceito, tomando como base os modelos ideais pregados pela sociedade na época. Do começo ao fim da trama, Thelma e Louise convivem com personagens e culturas muito machistas e lidam com situações que muitos críticos do filme julgaram estereotipadas demais, mas que não deixam de representar uma realidade bastante presente na sociedade da época e de hoje.

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O filme foi fonte de diversas inspirações para mim e, para quem ainda não assistiu, prepara a pipoca e corre pro Netflix. Garanto que não vai se arrepender!

Quem tiver sugestões de filmes ou séries que o figurino fazem os olhos brilharem, comentem aqui! Vou adorar assistir e analisar tim tim por tim tim para vocês.

Pausa para o café com: Crua

Ressignificação de materias, esse é o principal conceito da marca de acessórios Crua, criada pela designer de moda Germana Lópes.

Através de um olhar curioso e sensível, Germana traz uma segunda vida a resíduos de madeira que encontra em marcenarias, ateliês ou até mesmo na rua, criando peças únicas e com muita identidade.

Quer saber mais sobre o processo de criação? Veja aqui o bate papo que tivemos com ela:

Nome, onde nasceu e qual sua formação?
Germana Lópes Souza. Nasci em Maringá, no Paraná,
e cresci ali pertinho, em Guarapuava. Sou formada em Design de Moda pela UDESC, em Florianópolis.

Como começou o Crua?
Durante a universidade já era envolvida com alguns trabalhos nessa linha e fazia parte dos meus planos ter uma marca própria, trabalhar diretamente com criação, mas nunca idealizei trabalhar especificamente com joias, pensava muito em roupas e móveis. Foi algo que aconteceu, de uma maneira despretensiosa, descobrindo mesmo.
Os primeiros trabalhos começaram ainda na fase da graduação, experimentando o material, na marcenaria da faculdade, onde haviam muitas sobras de madeira. Com o tempo a ideia foi amadurecendo, enxerguei ali uma possibilidade e o que era hobby e amor virou também profissão. Em 2014 lancei a Crua. A quantidade enorme de matéria-prima com a qual eu me deparava a cada visita às marcenarias da cidade e a preocupação em transformar ela em algo útil, foi determinante para o surgimento da marca. As joias me permitem aproveitar esses pedaços menores de madeira que iriam para o lixo, dar uma nova vida à eles.

Hoje em dia reciclar, reusar e recriar está cada vez mais necessário e muitas marcas estão trazendo essa preocupação na hora de produzir suas peças. Como você aplica esse conceito na sua marca?
O estúdio Crua Design tem como conceito a ‘ressignificação’ de materiais. Os resíduos são coletados em marcenarias, ateliês, ou até mesmo em entulhos pela rua. E sobras de madeiras nobres, como canela, imbuia e peroba transformam-se através de um processo artesanal em acessórios esculturais. Pintadas à mão, as peças tem uma linguagem minimalista, com pontos de cor e traços geométricos. Simples e sofisticado ao mesmo tempo.

Como funciona o processo de seleção da madeira que usam para transformar em acessórios?
Estamos sempre de olho em caçambas, em casas que estão sendo demolidas ou reformadas, e de 15 em 15 dias fazemos uma coleta de resíduos em algumas marcenarias locais. Conseguimos aproveitar a maioria das madeiras, até mesmo pedaços bem pequenos. Geralmente encontramos resíduos de canela, peroba e imbuia. De vez em quando acontece uma surpresa, recentemente encontramos pedaços de uma janela em araucária, por exemplo.

Qual o seu maior objetivo ao criar a marca?
Buscamos criar um produto único, com identidade, um produto que difere da maioria. Trazer conceito, ao mesmo tempo que um design consciente, produzido com amor, de maneira justa e criativa.

Se a Crua fosse uma pessoa, como ela seria?
Seria crua. Sincera, simples, bonita e uma consumidora consciente.

O minimalismo e as cores das peças trazem ainda mais encanto para a marca que procura ir muito além da beleza. A Crua mostra que é possível unir estilo e consciência de forma justa e inovadora.

Acompanhe a marca nas redes sociais e não perca nenhuma novidade:

Facebook: facebook.com/CruaDesign
Instagram: instagram.com/crua.design/
Site: cruadesign.com/

Pausa para o café com: Gioconda Clothing

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Quem disse que nos nossos momentos em casa devemos estar vestidas com as nossas piores roupas? Esse tempinho tão raro e especial que vivemos em nossos dias deve sim ser regado de charme, conforto e delicadeza. E foi pensando nisso que a Cínthia criou a Gioconda Clothing.

Nos preocupamos tanto com a roupa que vamos vestir para sair de casa que nos esquecemos que aquele momento em que ninguém está nos vendo é tão importante quanto, pois é nele que reservamos o nosso tempo para cuidarmos de nós mesmas; da nossa saúde e do nosso bem estar.

Quer se inspirar mais e curtir a preguiça sem culpa? A Cínthia te explica como:

Cínthia, 31 anos, formação em Artes Plásticas, mas estudei 2 anos de Design de Moda na Santa Marcelina e me especializei em Design Editorial pelo IED.

– O que a motivou a criar a sua própria marca? 
Eu queria trabalhar de forma independente, pois nunca me encontrei no mercado de trabalho e sempre senti meu conhecimento sub-aproveitado. Eu queria explorar meu lado criativo em todas as áreas que eu passei, a arte, a moda e o editorial.

– Como a Gioconda Clothing começou e tomou a forma que ela tem hoje?
Ela surgiu de uma necessidade banal e uma lembrança afetiva de família. Como eu tinha dificuldade para encontrar calcinhas (e roupas no geral) de algodão, eu me lembrei das calcinhas que minha mãe fazia antigamente, com restos de tecidos que ela costurava lençóis.
Então optei por trabalhar somente com tecido de fibras naturais.
Nessa época dediquei toda a minha energia na criação da marca e ela carrega muito do que eu almejava na minha vida.
Depositei toda a minha ânsia por uma vida fora dos padrões convencionais de trabalho e consequentemente de estilo de vida. Pensei que não faria sentido criar uma marca de roupas femininas somente, então fiz um recorte dentro desse universo e foquei em roupas para usar em casa, pra quem curte passar o tempo em casa, curtindo o ócio, o silêncio e o tempo consigo mesmo, algo tão raro hoje em dia.

– Qual a principal mensagem que pensaram em passar quando criaram a marca?
Na teoria, a mensagem principal que permeia a personalidade da Gioconda, é o conforto, que envolve estar bem vestida e a vontade consigo mesmo. Na prática o que a Gioconda dissipa é o direito da preguiça, a necessidade de se dedicar um tempo a si mesmo e ao nada, à anti-produtividade, ao ócio. É muito comum as pessoas sentirem remorso por não estarem fazendo nada, sem se darem conta, mas é extremamente necessário e saudável. Todo corpo precisa dessa pausa, e a Gioconda quer propagar isso.

– Se a Gioconda Clothing fosse uma pessoa, como a descreveria?
Ela seria uma mistura de Frida Khalo com Edie Sedgwick. Teria toda a observação e contemplação que Frida possuía pela vida e pela natureza, mas também pelos prazeres bohemios assim como Edie, e um certo deboche pelo tempo gasto pela maioria das pessoas com coisas ao seu ver, inúteis ou supérfluas. Ela veria calmaria em uma tempestade.

– O que te faz acordar todos os dias satisfeita com o que faz?
A busca pela satisfação é uma luta constante, porém o que me deixa muito contente é ver quando as pessoas compreendem o universo da Gioconda e sentem a brisa boa que ela transmite.

 

Também ficou com vontade de ficar em casa por uma tarde e aproveitar o tempo com você mesma? E se quiser curtir esses momentos a la Gioconda, acompanhe a marca nas redes sociais:

Facebook: facebook.com/giocondaclothing
Instagram: instagram.com/giocondaclothing
Site: giocondaclothing.com.br

 

Fotos: Luiza Potiens