No centro de Gonçalves

Passeando pelo centro de Gonçalves resolvi registrar locais que considero super fofos da cidade num ensaio pra compartilhar com vocês um pouco de todo o sentimento bom que sinto por lá.

Uma cidade cheia de cores, estampas, tijolinhos, paralelepídos, detalhes e caprichos por todo canto. Um charme feito de pura simplicidade e rodeado de natureza. Um lugar de pessoas tranquilas, que faz a cabeça desacelerar e recarrega todas as energias.

Espero que consigam sentir!

Coletivo Claraboia

“O Coletivo Claraboia é a união das marcas Gioconda Clothing, Maria Nuvem, Maria Tangerina e Santa Expedita.
O Coletivo é resultado da amizade das marcas e pretende disseminar os objetivos em comum: consumo consciente e local, uso de materiais livre de crueldade e valorização do pequeno negócio.”

Quando li a descrição acima logo tive vontade de falar sobre esse evento aqui no Vida de Amora. Fico muito feliz com esse tipo de iniciativa e feliz também por conhecer mais pessoas com os mesmos princípios e valores que a gente <3

Esse encontro pra lá de especial acontece nesse sábado, dia 17/10, das 14h às 20h na Garagem da Pompéia (Rua Miranda de Azevedo, 585).

Lá também vai rolar discotecagem em vinil de Garimpo Gonzales, doces veganos por Cariño Doces Artesanais e comes e drinks da Garagem da Pompéia.

Vamos? 🙂

 

Aqui o evento do Facebook para você ficar ligadinho em tudo: https://www.facebook.com/events/1639425366328417/

Pausa para o café com: Maria Tangerina

Parei para tomar um café com uma pessoa que admiro muito o trabalho e adorei conhecer melhor nessa entrevista. A conversa foi com a Pri, criadora da marca de bolsas Maria Tangerina.
Desde a primeira vez que vi o site já me apaixonei pelos produtos e pela ideologia deles. Bastou eu fazer a minha primeira compra que me encantei mais ainda com a marca. A embalagem veio toda fofa. Sabe quando a gente percebe que foi feito com carinho? Foi isso que senti quando abri a caixa, parecia até que tinha ganhado um presente!

E conhecer a Pri só reforçou o que sentia. Ela é mega atenciosa e super querida. Vejam abaixo a entrevista:

Priscila Cortez, 24 anos, formada em Design de Produto pelo Mackenzie SP.

Como começou sua relação com moda?
Uma das minhas avós é costureira, quando eu era pequena ela tinha um negócio de vestidos de noiva em casa e tinham vários retalhos lindos espalhados por lá, de rendas coloridas e tecidos finos, que eu usava pra fazer os vestidos das minhas bonecas. Minha outra avó fazia bijus pra vender em feiras quando eu era criança, eu sempre passava muito tempo na casa dela, e com ela aprendi a fazer várias coisas, tipo macramê, eu sempre queria fazer o que ela tava fazendo pra vender, mas ela falava que eu devia fazer isso brincando, inventar minhas pulseirinhas, e se quisesse podia vender pras minhas amigas da escola. Tudo isso mexia muito com a minha criatividade e aquela coisa “do que você vai ser quando crescer”, eu queria ser estilista.

Onde trabalhou antes de montar seu próprio negócio?
Meu primeiro trabalho foi em uma loja de shopping, eu tinha 19 anos e achava que ia ser moleza, não foi. Foi ótimo pra aprender a vender, aprendi muito sobre como eu não queria que a minha futura marca fosse. Depois trabalhei em uma agência de publicidade, meio de secretária executiva. Por último trabalhei em uma multinacional, mais na minha área, que foi onde eu vi que realmente não me encaixava no padrão empresa.

O que a motivou a criar a Maria Tangerina?
No começo do curso de design a gente tinha que usar uma pasta A3 pra levar os trabalhos pra faculdade todos os dias. A minha era horrível, de plástico preto, com uma alça de machucava a mão e não era muito prática. Eu tinha uma máquina, mas não sabia usar muito bem. Achei que não deveria ser muito difícil costurar uma bolsa simples. Juntei um retalho que já tinha em casa pra fazer o corpo, e uma saquinho de sapato de algodão cru pra fazer a alça. Ficou horrível, não tinha forro nem estrutura, mas servia direitinho pro que eu precisava. Nasceu assim minha primeira bolsa, em 2011. As amigas gostaram, começaram a perguntar, mas como eu trabalhava não tinha muito tempo pra fazer várias, fazia só pras amigas mais íntimas mesmo, até porque tinha vergonha de cobrar por aquilo. Daí até 2013, quando eu finalmente lancei a marca, eu trabalhei em alguns lugares, achei que a marca não ia mais acontecer, até a hora que me vi no fim do curso, desempregada e sem nenhuma perspectiva de arranjar um emprego. Juntei uns R$150 e comprei material pra fazer a primeira leva de bolsas, e resolvi que aquilo ia sim acontecer. Claro que isso só aconteceu graças a ajuda de muito amigos e do Thiago, meu namorado que hoje também é meu sócio.

Como foi criar todo esse visual tão característico da marca hoje?
Na verdade é tudo bem orgânico, a criação das coleções é de acordo com o que a gente tá vendo e sentindo no momento, escutamos muitos pedidos das clientes e vamos trabalhando em cima disso. A comunicação visual é uma colcha de retalhos que eu vou juntando, o logo eu encomendei de uma artista. O postal foi uma amiga ilustradora (Gabriela Risso – https://www.behance.net/gabirisso) muito incrível que fez a mil anos e tava parado na gaveta dela, eu sou muito fã do trabalho dela e sempre peço pra ela dar uma força com o design gráfico da MT, aí tive a ideia e ela topou. A embalagem quem faz é o Thiago, meu sócio/ namorado, ele é super perfeccionista com cada encomenda, ele que desenvolve também como vai ser a embalagem das coleções.  Acho que tudo conversa porque é tudo vem muito de dentro da gente sabe? Tem a ver com o nosso senso estético e como a gente sente que a Maria Tangerina tem que ser pra quem vê de fora. Dá super certo e ainda é gostoso de trabalhar assim, sem ser muito engessado. Quando a gente cansa daquilo é só mudar.

Como você idealizou sua marca? Você acha que conseguiu alcançar isso?
A ideia inicial era ser uma marca de bolsas fora do convencional, atender um público jovem, em sintonia com a moda mas não dependente dela. Pra isso o nosso produto teria que ter qualidade e ser acessível. Ser artesanal também era essencial pra que a marca fosse verdadeira pra mim. Eu comecei costurando as peças uma a uma e sentia que fazer aquilo feliz mudava o resultado final, fazia com que a peça fosse mais do que “só mais uma bolsa”. Acho que a gente conseguiu alcançar esse objetivo principal, mas queremos sempre agregar mais boas ideias à quem nós somos.

Se ela fosse uma pessoa, como você a descreveria?
A Maria Tangerina começou como uma menina tímida, mas otimista. Hoje ela é uma jovem, com personalidade forte, que gosta de encontrar os amigos no fim do dia pra tomar uma cerveja, se veste de acordo com como ela se sente naquele dia e gosta de aproveitar os domingos pra andar de bicicleta no minhocão. Ela é livre e não tem medo de ser exatamente quem ela é.

O que te faz acordar todos os dias satisfeita com o que faz?
Ter a vida que eu tenho graças à Maria Tangerina, com horários flexíveis, reuniões em lugares inesperados, conhecer gente diferente fazendo coisas incríveis, ter clientes super queridas… são muito motivos pra acordar feliz!

 

Ficaram encantados assim como eu? Essa relação pessoal com o produto tem tudo a ver pra mim. Vestir algo que sei da onde vem, como foi feito e elaborado me faz sair de casa mais feliz com o que estou usando. E saber mais sobre a história da Maria Tangerina me fez sair por ai ainda mais alegre com a mochila que tenho deles.

Para acompanharem todas as novidades da marca, comece a segui-los nas redes sociais:

Facebook: facebook.com/mtangerina
Instagram: @mariatangerina
Site: mariatangerina.com.br

São Paulo terra boa

Andar por São Paulo é encontrar um cenário lindo a cada esquina. São muitos prédios? Sim. Muitos carros? Sim. Muitas pessoas? Sim também. Mas tudo isso faz parte da cidade e a torna mais única e especial. São Paulo é isso.

Fui fotografar nas paredes grafitadas da Avenida Radial Leste-Oeste, um trecho que me encanta sempre que passo. Destaque nas fotos para o trabalho do Nunca e Os Gêmeos.

 

macaquinho: FARM / camiseta: Forever21 / tênis: New Balance / mochila: Maria Tangerina / óculos: LRG / relógio: Casio / acessórios: Tatiana de Francisco