Pike Place Market – Seattle

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Toda cidade tem daqueles pontos que é quase impossível passar e não parar para conhecer, o Pike Place Market é um deles quando se vai para Seattle. Com mais de 100 anos de existência e localizado no centro da cidade, o mercado recebe centenas de turistas e faz parte do cotidiano dos moradores da cidade. Nele você encontra uma variedade imensa de frutas, vegetais, hortaliças e frutos do mar. Tudo fresquinho e produzido por fazendeiros locais. Por lá também tem vários expositores de itens artesanais e floriculturas, que dão um aroma e uma graça ainda mais especial para o local.

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Com vista para o Seattle Waterfront e a Baía de Elliott, o Pike Place também possui diversos restaurantes com opções para todos os gostos. Seguindo o perfil de todo o restante do marcado,  neles encontramos comidas fresquinhas e super saborosas. O nosso escolhido foi o Lowell’s Restaurant, onde pedimos o Famous Fish and Chips e um Tuna Melt, uma ótima opção para um dia cheio de novidades de caminhadas.

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O mais legal é que toda essa graça e estilo do Pike Place se estende para além do mercado e faz da sua rua de entrada um complemento desse universo. Nessa rua, ainda de paralelepípedos, abriga a primeira loja do Starbucks do mundo entre outras lojinhas fofas de comidas e artesanatos locais.

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Outra parada imperdível é o Beecheer’s, uma lojinha de queijos artesanais que tem como principal atrativo a sua cozinha com paredes de vidro que nos permite acompanhar de perto todo o processo de feitura do queijo. Inspirado pelo trabalho manual e com a vontade de entregar um alimento livre de conservantes e  que as pessoas soubessem da onde vem e como é feito, o criador da rede escolheu o lugar certo para vender o seu produto.

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São tantos anos de interação constante com a comunidade que até na hora de restaurar os pequenos danos vindos com o tempo, os membros do Pike Place Foundation – organização criada em 1982 para preservar e realçar as tradições do local –  pensaram em um jeito de trazer ainda mais pra perto aqueles que ajudaram a construir a história do lugar. Em 1985, o Pike Place Market recebeu aproximadamente 55 mil azulejos estampados com os nomes dos doadores de uma campanha de revitalização de uma parte do mercado. Uma forma super interessante de agradecer e lembrar dessas pessoas todos os dias.

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Um lugar cheio de histórias e memórias de uma cidade que não se cansa de crescer. Então já sabe, quando for para Seattle não deixe de andar e se deliciar pelos corredores desse mercado tão cheio de encantos.

Babushka, a nova coleção da Maria Tangerina

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Exatamente no dia em que o Vida de Amora completava um ano eu fiz um dos trabalhos que mais me trouxeram alegria e a certeza que estou seguindo o caminho certo. Foi nesse dia que rolaram as fotos para o editorial da nova coleção da Maria Tangerina, uma das primeiras marcas a serem entrevistadas para o Pausa Para o Café!

Há tempos acompanho o trabalho da marca – antes mesmo de criar esse cantinho e contar sobre minhas inspirações para vocês – e assim que lancei o blog mandei um e-mail para a Priscila Cortez, criadora da Maria Tangerina. Logo de cara a Pri foi uma fofa, me respondendo super rápido e com muito cuidado em cada palavra apresentada. Foi uma alegria imensa falar sobre um trabalho que eu gosto tanto e começar minha caminhada por aqui com o pé direito!

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E quando apareceu a oportunidade de participar das fotos para o editorial da coleção Babushka – que acabou de sair do forno! – foi mais um desses momentos que a gente sabe que vai guardar pra sempre! Ao lado da modelo Larissa Cunegundes e pelas lentes da querida Luiza Potiens, preparamos um ensaio que passa toda a leveza e personalidade da marca.

Para contar com detalhes sobre toda a atmosfera trazida para essa coleção que acabaram de lançar, chamei a Pri para mais um bate papo super gostoso. Leia tudo aqui:

– Conte um pouco sobre as suas inspirações e referências para essa coleção:

Essa coleção veio pra resgatar um pouco da nossa essência, começamos em 2013 fazendo só bolsas estampadas e depois de muitos pedidos passamos a produzir peças mais neutras e básicas. Mas sentimos que era necessário voltar às nossas origens e retomar a nossa bossa original cores e estampas!

Começamos definindo os produtos que seriam feitos – com destaque pra Bolsa Urbana, que era um xodó produzido em 2014, e pro Kit Multi, uma releitura do nosso best seller Kit Bolsinha mais moderno que agora vira bolsinha ou pochete atendendo aos vários pedidos pra voltarmos a produzir as pochetinhas do carnaval 2015 – e em seguida partimos para os materiais. Quando encontramos as estampas e testamos nas mochilas já sentimos que seriam elas, a floral, que sempre foi o tipo de estampa preferido do nosso público, e a geométrica, mais neutra e mais básica mas sem perder a graça.

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– De onde veio a ideia para o nome dessa coelção?

Gosto muito da cultura russa e sou fascinada nas bonecas russas desde que ganhei uma do meu pai, quando era criança, e que ainda tenho hoje com todas as bonequinhas menores dentro (protegi muito ela pra que a minha irmã mais nova não desmontasse e perdesse tudo, como ela fez com a dela e a da minha mãe, foi uma vitória haha). Sempre a chei que o nome da boneca era Babushka, e quando fui pesquisar pra coleção descobri que o certo mesmo era Matryoshka, que vem de Matryona um nome feminino russo. Quando eu descobri que Babushka era na verdade “avó” achei que tinha tudo a ver, porque estampas florais em jacquard (o tipo de tecido que usamos nessa coleção) me lembram muito o sofá da vovó, e bem Babushka tem uma sonoridade deliciosa de falar e adoro palavras assim (agora é aquela hora que você fala Babushka em voz alta e percebe que é mesmo muito gostoso de falar, pronuncia-se babuxka).

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– Onde as pessoas podem encontrar os produtos da Maria Tangerina?

Hoje akém da loja online também temos produtos na Casa Diária, em Pinheiros, em breve a coleção nova estará disponível lá também.

– Qual será a próxima feirinha que vocês vão participar? Já terão os produtos da nova coleção?

Nosso próximo evento vai ser o Jardim Secreto Fair – Menos é Mais dia 24/setembro no MIS. Nessa edição nos juntamos ao Jardim Secreto para produzir uma ecobag especial pro evento, ilustrada pela Brunna Mancuso, a primeira compra na feira da direito à uma ecobag, eliminando a necessidade de usar várias sacolas de papel e plástico e reduzindo os resíduos gerados no evento.

https://www.facebook.com/events/588518824655101/

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Conhecer essas marcas de pertinho vem me trazendo muito aprendizado, e poder contribuir de alguma forma e fazer parte daquilo é simplesmente encantador.

As peças ficaram lindas e são ótimas tanto para o dia a dia quanto para aquelas festinhas noturnas.

Escolha a sua preferida e saia por aí toda feliz com a sua Maria Tangerina 🙂

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E pra fechar, reuni algumas fotos que a Luiza fez enquanto conversávamos e gravávamos um vídeozinho para a Pri postar! Achei que essas fotos transmitiram exatamente o clima gostoso que estava aquele dia:

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Fotos: Luiza Potiens

Modelos: Flávia Ribeiro e Larissa Cunegundes

 

Pausa para o café com: Crua

Ressignificação de materias, esse é o principal conceito da marca de acessórios Crua, criada pela designer de moda Germana Lópes.

Através de um olhar curioso e sensível, Germana traz uma segunda vida a resíduos de madeira que encontra em marcenarias, ateliês ou até mesmo na rua, criando peças únicas e com muita identidade.

Quer saber mais sobre o processo de criação? Veja aqui o bate papo que tivemos com ela:

Nome, onde nasceu e qual sua formação?
Germana Lópes Souza. Nasci em Maringá, no Paraná,
e cresci ali pertinho, em Guarapuava. Sou formada em Design de Moda pela UDESC, em Florianópolis.

Como começou o Crua?
Durante a universidade já era envolvida com alguns trabalhos nessa linha e fazia parte dos meus planos ter uma marca própria, trabalhar diretamente com criação, mas nunca idealizei trabalhar especificamente com joias, pensava muito em roupas e móveis. Foi algo que aconteceu, de uma maneira despretensiosa, descobrindo mesmo.
Os primeiros trabalhos começaram ainda na fase da graduação, experimentando o material, na marcenaria da faculdade, onde haviam muitas sobras de madeira. Com o tempo a ideia foi amadurecendo, enxerguei ali uma possibilidade e o que era hobby e amor virou também profissão. Em 2014 lancei a Crua. A quantidade enorme de matéria-prima com a qual eu me deparava a cada visita às marcenarias da cidade e a preocupação em transformar ela em algo útil, foi determinante para o surgimento da marca. As joias me permitem aproveitar esses pedaços menores de madeira que iriam para o lixo, dar uma nova vida à eles.

Hoje em dia reciclar, reusar e recriar está cada vez mais necessário e muitas marcas estão trazendo essa preocupação na hora de produzir suas peças. Como você aplica esse conceito na sua marca?
O estúdio Crua Design tem como conceito a ‘ressignificação’ de materiais. Os resíduos são coletados em marcenarias, ateliês, ou até mesmo em entulhos pela rua. E sobras de madeiras nobres, como canela, imbuia e peroba transformam-se através de um processo artesanal em acessórios esculturais. Pintadas à mão, as peças tem uma linguagem minimalista, com pontos de cor e traços geométricos. Simples e sofisticado ao mesmo tempo.

Como funciona o processo de seleção da madeira que usam para transformar em acessórios?
Estamos sempre de olho em caçambas, em casas que estão sendo demolidas ou reformadas, e de 15 em 15 dias fazemos uma coleta de resíduos em algumas marcenarias locais. Conseguimos aproveitar a maioria das madeiras, até mesmo pedaços bem pequenos. Geralmente encontramos resíduos de canela, peroba e imbuia. De vez em quando acontece uma surpresa, recentemente encontramos pedaços de uma janela em araucária, por exemplo.

Qual o seu maior objetivo ao criar a marca?
Buscamos criar um produto único, com identidade, um produto que difere da maioria. Trazer conceito, ao mesmo tempo que um design consciente, produzido com amor, de maneira justa e criativa.

Se a Crua fosse uma pessoa, como ela seria?
Seria crua. Sincera, simples, bonita e uma consumidora consciente.

O minimalismo e as cores das peças trazem ainda mais encanto para a marca que procura ir muito além da beleza. A Crua mostra que é possível unir estilo e consciência de forma justa e inovadora.

Acompanhe a marca nas redes sociais e não perca nenhuma novidade:

Facebook: facebook.com/CruaDesign
Instagram: instagram.com/crua.design/
Site: cruadesign.com/

Pausa para o café com: Eulíricas

Essa semana parei para tomar um café com uma pessoa que é pura poesia. Apaixonada pelo que faz, Camila Lordelo – criadora da marca Eulíricas – aplica seus versos em objetos de uma forma única e super delicada, nos fazendo perceber a beleza de todas as coisas e mostrando que cada momento vivido é uma fonte de inspiração.

Camila nasceu em Salvador, Bahia. Veio para São Paulo a trabalho há 5 anos e foi aqui que começou a dar forma ao Eulíricas, que já era um desejo antigo, mas ainda sem corpo. Com seu jeito doce ela se descreve da seguinte maneira: sou feita de mar e amar.

Como as palavras são o seu forte, deixo que ela conte melhor como tudo isso aconteceu:

Qual a sua maior fonte de inspiração?
Minha maior fonte de inspiração é a vida. Parece clichê, mas de verdade: é olhar as ruas, as coisas, as pessoas, estar atenta aos sentimentos de todos, aos sentimentos que nascem em mim. Caminho me deixando comover por tudo, por todas as cenas que cruzo. Onde quer que eu vá, o que quer que eu faça, tenho meus olhos sempre despertos para enxergarem junto com o coração. É das sensações que estas observações me causam que tiro matéria prima para a escrita.

Como você seleciona os objetos que vai trabalhar?
Geralmente escrevo o poema e penso no que poderia traduzir ele! Encontro o objeto e aplico os versos. Mas também saio por aí visitando lugares, lojas, fornecedores, à procura de superfície para a poesia… Tento que sejam sempre coisas delicadas e que, de alguma forma, estejam dentro da rotina das pessoas – minha vontade é que a poesia esteja ao alcance nos nossos dias, facilmente.

Qual foi o seu maior objetivo ao criar a marca?
Inspirar e espalhar coisas bonitas por aí. Dar vazão, também, a tudo o que trago aqui dentro – minha sina é a rima. 🙂

Qual a sua sensação ao produzir dessas peças e ver que sua mensagem está lá estampada e pronta para ser usada e vestida por aí?

Engraçado… Trabalhei por muitos anos com propaganda, criei para grandes marcas do país. Mas foi com o Eulíricas que, pela primeira vez, experimentei uma sensação de completude ao ver um trabalho meu pronto. Foi como se tivesse encontrado meu propósito de ser! Sou eu, ali, nos objetos. Coisas que vivi, que senti, tudo saído daqui de dentro genuinamente. Coisas que sei que muitas outras pessoas sentem tb! Essa, aliás, é a mágica deste trabalho: as palavras costuram o meu coração com o de outras pessoas. Tem coisa mais bonita?

Se o Euliricas fosse uma pessoa, como ela seria?
O Eulíricas na verdade já é uma pessoa! rs. Sou eu, em estado de palavra. Tento devolver ao mundo o tanto de amor e carinho que recebi toda minha vida, todas as sortes e bênção que Deus me deu. Me esforço para que este trabalho seja sempre sensível, afetuoso e repleto de gratidão. É como eu busco ser, diariamente.

Uma delicia poder saber como todo esse processo acontece. Desde que conheci o Eulíricas fiquei encantada com a forma sensível e leve que as ideias são passadas. Sinto como se olhar para esses objetos fosse um respiro durante o dia para nos lembrar que está tudo bem. Quase que um conforto, um agrado a nós mesmos.

E se você também sentiu esse aconchego, siga a marca nas redes sociais:
Facebook: facebook.com/euliricas/
Instagram: instagram.com/euliricas/

Pausa para o café com: Gioconda Clothing

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Quem disse que nos nossos momentos em casa devemos estar vestidas com as nossas piores roupas? Esse tempinho tão raro e especial que vivemos em nossos dias deve sim ser regado de charme, conforto e delicadeza. E foi pensando nisso que a Cínthia criou a Gioconda Clothing.

Nos preocupamos tanto com a roupa que vamos vestir para sair de casa que nos esquecemos que aquele momento em que ninguém está nos vendo é tão importante quanto, pois é nele que reservamos o nosso tempo para cuidarmos de nós mesmas; da nossa saúde e do nosso bem estar.

Quer se inspirar mais e curtir a preguiça sem culpa? A Cínthia te explica como:

Cínthia, 31 anos, formação em Artes Plásticas, mas estudei 2 anos de Design de Moda na Santa Marcelina e me especializei em Design Editorial pelo IED.

– O que a motivou a criar a sua própria marca? 
Eu queria trabalhar de forma independente, pois nunca me encontrei no mercado de trabalho e sempre senti meu conhecimento sub-aproveitado. Eu queria explorar meu lado criativo em todas as áreas que eu passei, a arte, a moda e o editorial.

– Como a Gioconda Clothing começou e tomou a forma que ela tem hoje?
Ela surgiu de uma necessidade banal e uma lembrança afetiva de família. Como eu tinha dificuldade para encontrar calcinhas (e roupas no geral) de algodão, eu me lembrei das calcinhas que minha mãe fazia antigamente, com restos de tecidos que ela costurava lençóis.
Então optei por trabalhar somente com tecido de fibras naturais.
Nessa época dediquei toda a minha energia na criação da marca e ela carrega muito do que eu almejava na minha vida.
Depositei toda a minha ânsia por uma vida fora dos padrões convencionais de trabalho e consequentemente de estilo de vida. Pensei que não faria sentido criar uma marca de roupas femininas somente, então fiz um recorte dentro desse universo e foquei em roupas para usar em casa, pra quem curte passar o tempo em casa, curtindo o ócio, o silêncio e o tempo consigo mesmo, algo tão raro hoje em dia.

– Qual a principal mensagem que pensaram em passar quando criaram a marca?
Na teoria, a mensagem principal que permeia a personalidade da Gioconda, é o conforto, que envolve estar bem vestida e a vontade consigo mesmo. Na prática o que a Gioconda dissipa é o direito da preguiça, a necessidade de se dedicar um tempo a si mesmo e ao nada, à anti-produtividade, ao ócio. É muito comum as pessoas sentirem remorso por não estarem fazendo nada, sem se darem conta, mas é extremamente necessário e saudável. Todo corpo precisa dessa pausa, e a Gioconda quer propagar isso.

– Se a Gioconda Clothing fosse uma pessoa, como a descreveria?
Ela seria uma mistura de Frida Khalo com Edie Sedgwick. Teria toda a observação e contemplação que Frida possuía pela vida e pela natureza, mas também pelos prazeres bohemios assim como Edie, e um certo deboche pelo tempo gasto pela maioria das pessoas com coisas ao seu ver, inúteis ou supérfluas. Ela veria calmaria em uma tempestade.

– O que te faz acordar todos os dias satisfeita com o que faz?
A busca pela satisfação é uma luta constante, porém o que me deixa muito contente é ver quando as pessoas compreendem o universo da Gioconda e sentem a brisa boa que ela transmite.

 

Também ficou com vontade de ficar em casa por uma tarde e aproveitar o tempo com você mesma? E se quiser curtir esses momentos a la Gioconda, acompanhe a marca nas redes sociais:

Facebook: facebook.com/giocondaclothing
Instagram: instagram.com/giocondaclothing
Site: giocondaclothing.com.br

 

Fotos: Luiza Potiens