Pausa para o café com: Mermaidss

Delicadeza. Essa é a palavra que melhor define o trabalho da Isabel Zachow e da Manuella Maria Fernandes, criadoras da Mermaidss, marca de camisas bordadas a mão e que tem como inspiração o fundo do mar.

São âncoras, sereias, corações.. Tudo bordado no maior capricho pelas duas em camisas feitas pela mãe de Isabel, que utiliza tecido cambraia de algodão para dar todo o frescor que a marca transmite.

Bati um papo rápido com a Isabel que nos contou um pouco sobre como foi o processo de criação da Mermaidss:

Isabel trabalha com moda desde os 17 anos e foi modelo. Manuella trabalhou em agencia de publicidade, com produção de moda e muito tempo no restaurante Spot.

– Como começou a marca de vocês? O que a motivou a criá-la?
Depois de ter meu filho, repensei o meu trabalho. Era impossível voltar a trabalhar naquele ritmo frenético de fotos, filmes e produção sem hora para acabar e começar. Fiquei em casa só cuidando dele, mas começou uma necessidade de produzir algo também. Foi ai que numa conversa de amigas surgiu a ideia da Mermaidss. Minha mãe é costureira e também já se aposentou. Conversamos com ela sobre a possibilidade de costurar pra nós e assim começamos nós três. Compramos o tecido, mandamos pra ela e ela nos envia a camisa pronta e aqui em São Paulo bordamos, etiquetamos e colocamos os botões.

– Qual a relação de vocês com o bordado e com tudo que é feito a mão?
Sempre gostamos da arte manual, eu sempre fiz crochê e algum tricot. A Manuella começou a bordar nas aulas da professora de bordado Flavia Lhacer. Logo eu me apaixonei pela arte e comecei a bordar também.
A arte manual é uma terapia sem dúvida. Foi uma maneira de continuar trabalhando e também conseguir conciliar a criação dos filhos, fazendo tudo em casa.

– Qual a maior fonte de inspiração de vocês?
A nossa fonte de inspiração esta nas coisas simples, desenhos lúdicos, tatuagens antigas, o mar e os também os pedidos de nossos clientes nos inspiram a nunca parar de criar.

– Se a Mermaidss fosse uma pessoa, como você a descreveria?
Se fosse uma pessoa, acho que seria uma criança bem pequena, mas com muita vontade de crescer e aprender, cheia de sonhos e esperança.

 

Muita leveza e bom gosto! E se você também quer ter sua camisa bordada por elas, mande um email para oimermaidss@gmail.com e encomende a sua!

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Instagram: instagram.com/oimermaidss

Pausa para o café com: Insecta Shoes

É uma delícia poder conversar com pessoas que te inspiram tanto. E foi com essa sensação boa que bati um papo com a Bárbara e a Pamella, criadoras da marca de sapato Insecta Shoes.

Ao bater os olhos nas peças a gente logo se apaixona, a Insecta tem estampas lindas e modelos super moderninhos. Mas a marca vai muito além disso, e é ai que ela ganha ainda mais os nossos corações: as peças são 100% veganas (sem produtos de origem animal) e feitas a partir da reutilização de roupas usadas.

Ficou com vontade de saber mais sobre como toda essa ideia surgiu? Elas contam aqui pra gente:

Nome das criadoras da marca e formação:

Bárbara Mattivy, formada em marketing e Pamella Magpali, designer de moda.

Como surgiu a ideia de fazer sapatos veganos e reutilizando roupas usadas?

Bárbara tinha um brechó online dedicado a garimpos vindos de vários lugares. Já Pamella era dona da marca de calçados MAG-P Shoes, que eram produzidos artesanalmente com excessos de couro da indústria calçadista. Da união não só das empresas mas também da ideologia que tinham em comum – o conceito de upcycling – foram criados os 20 primeiros pares de sapato com estampas lindas vindas das roupas que tinham menos saída no brechó.

Vocês podem explicar um pouquinho mais sobre o universo de moda vegana no mundo e no Brasil especificamente?

É um universo ainda bem nichado, principalmente no Brasil, mas em constante expansão. Lá fora as opções são maiores, mas a cada dia se encontra mais restaurantes veganos e opções de moda vegana no nosso país. Nas redes sociais têm se visto bastante discussão a cerca do assunto, sempre bem elucidativas e conscientizadora.

Porque vocês acham que é importante pensar nesse conceito de reutilização?

Acreditamos que a forma mais ecológica de fazer moda é reaproveitando do que já existe no mundo, aumentando a vida útil do que já está por aqui, ao invés de produzir algo novo. Reciclar, claro, é fundamental, porém mesmo reciclando ainda se produz um impacto menor no meio ambiente. Nós acreditamos que o upcycling é a maneira mais verde de praticar moda sustentável 🙂

O “feito a mão” tem tido um retorno muito forte e vocês trazem muito isso para a Insecta. Qual a importância desse processo para a marca?

O sapato em si já é um produto mais artesanal, grande parte dele é feito a mão. Porém o nosso é ainda mais, pois são muito exclusivos. Por exemplo, com uma peça de roupa de produz 4-5 pares, que depois nunca mais vão existir igual. Isso dá um caráter ainda mais artesanal à peça. Além do que, existe um cuidado maior no acabamento e produção do produto quando ele é feito a mão.

 

O conceito de reutilização e reciclagem é de extrema importância e é muito bom ter essa alternativa para o consumo de roupas também. Ao comprarmos um produto vegano compramos também essa ideia e apoiamos quem vem fazendo sua parte para um mundo melhor.

Como você viu os sapatos são super exclusivos e acabam rapidinho, então siga a Insecta nas redes sociais para não perder a oportunidade de comprar aquela estampa que você amou!

Facebook: facebook.com/insectainsecta

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Site: insectashoes.com

Pausa para o café com: Maria Tangerina

Parei para tomar um café com uma pessoa que admiro muito o trabalho e adorei conhecer melhor nessa entrevista. A conversa foi com a Pri, criadora da marca de bolsas Maria Tangerina.
Desde a primeira vez que vi o site já me apaixonei pelos produtos e pela ideologia deles. Bastou eu fazer a minha primeira compra que me encantei mais ainda com a marca. A embalagem veio toda fofa. Sabe quando a gente percebe que foi feito com carinho? Foi isso que senti quando abri a caixa, parecia até que tinha ganhado um presente!

E conhecer a Pri só reforçou o que sentia. Ela é mega atenciosa e super querida. Vejam abaixo a entrevista:

Priscila Cortez, 24 anos, formada em Design de Produto pelo Mackenzie SP.

Como começou sua relação com moda?
Uma das minhas avós é costureira, quando eu era pequena ela tinha um negócio de vestidos de noiva em casa e tinham vários retalhos lindos espalhados por lá, de rendas coloridas e tecidos finos, que eu usava pra fazer os vestidos das minhas bonecas. Minha outra avó fazia bijus pra vender em feiras quando eu era criança, eu sempre passava muito tempo na casa dela, e com ela aprendi a fazer várias coisas, tipo macramê, eu sempre queria fazer o que ela tava fazendo pra vender, mas ela falava que eu devia fazer isso brincando, inventar minhas pulseirinhas, e se quisesse podia vender pras minhas amigas da escola. Tudo isso mexia muito com a minha criatividade e aquela coisa “do que você vai ser quando crescer”, eu queria ser estilista.

Onde trabalhou antes de montar seu próprio negócio?
Meu primeiro trabalho foi em uma loja de shopping, eu tinha 19 anos e achava que ia ser moleza, não foi. Foi ótimo pra aprender a vender, aprendi muito sobre como eu não queria que a minha futura marca fosse. Depois trabalhei em uma agência de publicidade, meio de secretária executiva. Por último trabalhei em uma multinacional, mais na minha área, que foi onde eu vi que realmente não me encaixava no padrão empresa.

O que a motivou a criar a Maria Tangerina?
No começo do curso de design a gente tinha que usar uma pasta A3 pra levar os trabalhos pra faculdade todos os dias. A minha era horrível, de plástico preto, com uma alça de machucava a mão e não era muito prática. Eu tinha uma máquina, mas não sabia usar muito bem. Achei que não deveria ser muito difícil costurar uma bolsa simples. Juntei um retalho que já tinha em casa pra fazer o corpo, e uma saquinho de sapato de algodão cru pra fazer a alça. Ficou horrível, não tinha forro nem estrutura, mas servia direitinho pro que eu precisava. Nasceu assim minha primeira bolsa, em 2011. As amigas gostaram, começaram a perguntar, mas como eu trabalhava não tinha muito tempo pra fazer várias, fazia só pras amigas mais íntimas mesmo, até porque tinha vergonha de cobrar por aquilo. Daí até 2013, quando eu finalmente lancei a marca, eu trabalhei em alguns lugares, achei que a marca não ia mais acontecer, até a hora que me vi no fim do curso, desempregada e sem nenhuma perspectiva de arranjar um emprego. Juntei uns R$150 e comprei material pra fazer a primeira leva de bolsas, e resolvi que aquilo ia sim acontecer. Claro que isso só aconteceu graças a ajuda de muito amigos e do Thiago, meu namorado que hoje também é meu sócio.

Como foi criar todo esse visual tão característico da marca hoje?
Na verdade é tudo bem orgânico, a criação das coleções é de acordo com o que a gente tá vendo e sentindo no momento, escutamos muitos pedidos das clientes e vamos trabalhando em cima disso. A comunicação visual é uma colcha de retalhos que eu vou juntando, o logo eu encomendei de uma artista. O postal foi uma amiga ilustradora (Gabriela Risso – https://www.behance.net/gabirisso) muito incrível que fez a mil anos e tava parado na gaveta dela, eu sou muito fã do trabalho dela e sempre peço pra ela dar uma força com o design gráfico da MT, aí tive a ideia e ela topou. A embalagem quem faz é o Thiago, meu sócio/ namorado, ele é super perfeccionista com cada encomenda, ele que desenvolve também como vai ser a embalagem das coleções.  Acho que tudo conversa porque é tudo vem muito de dentro da gente sabe? Tem a ver com o nosso senso estético e como a gente sente que a Maria Tangerina tem que ser pra quem vê de fora. Dá super certo e ainda é gostoso de trabalhar assim, sem ser muito engessado. Quando a gente cansa daquilo é só mudar.

Como você idealizou sua marca? Você acha que conseguiu alcançar isso?
A ideia inicial era ser uma marca de bolsas fora do convencional, atender um público jovem, em sintonia com a moda mas não dependente dela. Pra isso o nosso produto teria que ter qualidade e ser acessível. Ser artesanal também era essencial pra que a marca fosse verdadeira pra mim. Eu comecei costurando as peças uma a uma e sentia que fazer aquilo feliz mudava o resultado final, fazia com que a peça fosse mais do que “só mais uma bolsa”. Acho que a gente conseguiu alcançar esse objetivo principal, mas queremos sempre agregar mais boas ideias à quem nós somos.

Se ela fosse uma pessoa, como você a descreveria?
A Maria Tangerina começou como uma menina tímida, mas otimista. Hoje ela é uma jovem, com personalidade forte, que gosta de encontrar os amigos no fim do dia pra tomar uma cerveja, se veste de acordo com como ela se sente naquele dia e gosta de aproveitar os domingos pra andar de bicicleta no minhocão. Ela é livre e não tem medo de ser exatamente quem ela é.

O que te faz acordar todos os dias satisfeita com o que faz?
Ter a vida que eu tenho graças à Maria Tangerina, com horários flexíveis, reuniões em lugares inesperados, conhecer gente diferente fazendo coisas incríveis, ter clientes super queridas… são muito motivos pra acordar feliz!

 

Ficaram encantados assim como eu? Essa relação pessoal com o produto tem tudo a ver pra mim. Vestir algo que sei da onde vem, como foi feito e elaborado me faz sair de casa mais feliz com o que estou usando. E saber mais sobre a história da Maria Tangerina me fez sair por ai ainda mais alegre com a mochila que tenho deles.

Para acompanharem todas as novidades da marca, comece a segui-los nas redes sociais:

Facebook: facebook.com/mtangerina
Instagram: @mariatangerina
Site: mariatangerina.com.br

Pausa para o café com: Tatiana de Francisco

Quem abriu seu ateliê e tomou um café comigo nessa semana foi a Tati, dona da marca de jóias que leva o seu nome: Tatiana de Francisco.

Ela quem elabora, desenha e produz cada peça. Puro talento e bom gosto.

Quer saber como tudo isso aconteceu? Ela conta pra gente aqui:

Meu nome é Tatiana De Francisco, tenho 29 anos, formada em Turismo pela PUC-SP e designer de jóias e joalheira.

Como começou sua relação com as jóias?

A iniciativa partiu da curiosidade na produção das jóias, na vontade de conhecer e fazer o processo artesanal. Eu estava na faculdade e tinha acabado de sair de um emprego no Instituto Itaú Cultural. Foi quando comecei a pesquisar sobre a joalheria e iniciei o curso técnico na bancada. Na escola Arte e Metal tive o prazer de conhecer grandes mestres da área que me ensinaram a arte da joalheria.

Onde trabalhou antes de montar seu próprio negocio?

Logo após iniciar o curso de joalheria, fui indicada para um estagio com uma designer de jóias, que me mostrou o universo comercial das jóias de arte, além de começar a aprender muito na pratica diária, diferentes técnicas e adquirir ritmo para produzir.

O que a motivou a criar a Jóias Tatiana de Francisco?

Com o estagio, o curso da faculdade e algumas encomendas acontecendo, comecei a imaginar a possibilidade de criar minha própria marca, com a idéia de trabalhar e viver da criação de jóias, onde eu realizasse todo o processo, de sua produção à venda. Com uma produção em pequena escala, exclusiva e única. Não foi uma decisão rápida, já que iria mudar completamente o meu cenário de trabalho, mas tudo foi caminhando para a mudança, com o aumento de pedidos das encomendas e a vontade de criar mais.

O que te faz acordar todos os dias satisfeita com o que faz?

Hoje trabalho com o que gosto e que sempre me motiva, ao ver a peça que foi idealizada, pronta na bancada, linda, e mais linda ainda ao ser usada por outra pessoa, que esta feliz, ou porque
vai fazer alguém feliz com uma jóia Tatiana De Francisco! Esse retorno não tem preço!!

Como a idealizou?

A marca foi idealizada baseada em uma produção artesanal, para garantir ótima qualidade, atenção, dedicação, com design exclusivo a preços acessíveis. Ela já tem uma série de coleções, que são atemporais e sempre em busca de novidades. Com o material mais utilizado, a prata e algumas peças com pedras e pérolas. Há também uma linha de jóias para noivas e festas, além da realização de peças sob medida, como alianças.

Existem as dificuldades, como em qualquer trabalho, ao optar em ser autônomo. É escolher estar sempre atrás de movimento para não ficar estagnado. Mas a marca esta  sempre em processo de evolução, com o ateliê próprio em Pinheiros, onde visitas são marcadas e com um novo site de vendas quase no ar!

Se ela fosse uma pessoa, como a descreveria?

Costumo sempre imaginar que a pessoa que usa as jóias Tatiana De Francisco, são pessoas de personalidade forte, de presença marcante, moderna, elegante e sincera.

 

As peças são desejo e não tem como não se apaixonar pela delicadeza, não só das jóias, mas também da Tati, que é um doce de pessoa.

Para ficar por dentro das novidades da marca, aqui os contatos dela:

Facebook:
Jóias Tatiana De Francisco

Instagram:
@tatianadefrancisco_joias

tatianadefrancisco@gmail.com

www.tatianadefrancisco.com.br