Babushka, a nova coleção da Maria Tangerina

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Exatamente no dia em que o Vida de Amora completava um ano eu fiz um dos trabalhos que mais me trouxeram alegria e a certeza que estou seguindo o caminho certo. Foi nesse dia que rolaram as fotos para o editorial da nova coleção da Maria Tangerina, uma das primeiras marcas a serem entrevistadas para o Pausa Para o Café!

Há tempos acompanho o trabalho da marca – antes mesmo de criar esse cantinho e contar sobre minhas inspirações para vocês – e assim que lancei o blog mandei um e-mail para a Priscila Cortez, criadora da Maria Tangerina. Logo de cara a Pri foi uma fofa, me respondendo super rápido e com muito cuidado em cada palavra apresentada. Foi uma alegria imensa falar sobre um trabalho que eu gosto tanto e começar minha caminhada por aqui com o pé direito!

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E quando apareceu a oportunidade de participar das fotos para o editorial da coleção Babushka – que acabou de sair do forno! – foi mais um desses momentos que a gente sabe que vai guardar pra sempre! Ao lado da modelo Larissa Cunegundes e pelas lentes da querida Luiza Potiens, preparamos um ensaio que passa toda a leveza e personalidade da marca.

Para contar com detalhes sobre toda a atmosfera trazida para essa coleção que acabaram de lançar, chamei a Pri para mais um bate papo super gostoso. Leia tudo aqui:

– Conte um pouco sobre as suas inspirações e referências para essa coleção:

Essa coleção veio pra resgatar um pouco da nossa essência, começamos em 2013 fazendo só bolsas estampadas e depois de muitos pedidos passamos a produzir peças mais neutras e básicas. Mas sentimos que era necessário voltar às nossas origens e retomar a nossa bossa original cores e estampas!

Começamos definindo os produtos que seriam feitos – com destaque pra Bolsa Urbana, que era um xodó produzido em 2014, e pro Kit Multi, uma releitura do nosso best seller Kit Bolsinha mais moderno que agora vira bolsinha ou pochete atendendo aos vários pedidos pra voltarmos a produzir as pochetinhas do carnaval 2015 – e em seguida partimos para os materiais. Quando encontramos as estampas e testamos nas mochilas já sentimos que seriam elas, a floral, que sempre foi o tipo de estampa preferido do nosso público, e a geométrica, mais neutra e mais básica mas sem perder a graça.

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– De onde veio a ideia para o nome dessa coelção?

Gosto muito da cultura russa e sou fascinada nas bonecas russas desde que ganhei uma do meu pai, quando era criança, e que ainda tenho hoje com todas as bonequinhas menores dentro (protegi muito ela pra que a minha irmã mais nova não desmontasse e perdesse tudo, como ela fez com a dela e a da minha mãe, foi uma vitória haha). Sempre a chei que o nome da boneca era Babushka, e quando fui pesquisar pra coleção descobri que o certo mesmo era Matryoshka, que vem de Matryona um nome feminino russo. Quando eu descobri que Babushka era na verdade “avó” achei que tinha tudo a ver, porque estampas florais em jacquard (o tipo de tecido que usamos nessa coleção) me lembram muito o sofá da vovó, e bem Babushka tem uma sonoridade deliciosa de falar e adoro palavras assim (agora é aquela hora que você fala Babushka em voz alta e percebe que é mesmo muito gostoso de falar, pronuncia-se babuxka).

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– Onde as pessoas podem encontrar os produtos da Maria Tangerina?

Hoje akém da loja online também temos produtos na Casa Diária, em Pinheiros, em breve a coleção nova estará disponível lá também.

– Qual será a próxima feirinha que vocês vão participar? Já terão os produtos da nova coleção?

Nosso próximo evento vai ser o Jardim Secreto Fair – Menos é Mais dia 24/setembro no MIS. Nessa edição nos juntamos ao Jardim Secreto para produzir uma ecobag especial pro evento, ilustrada pela Brunna Mancuso, a primeira compra na feira da direito à uma ecobag, eliminando a necessidade de usar várias sacolas de papel e plástico e reduzindo os resíduos gerados no evento.

https://www.facebook.com/events/588518824655101/

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Conhecer essas marcas de pertinho vem me trazendo muito aprendizado, e poder contribuir de alguma forma e fazer parte daquilo é simplesmente encantador.

As peças ficaram lindas e são ótimas tanto para o dia a dia quanto para aquelas festinhas noturnas.

Escolha a sua preferida e saia por aí toda feliz com a sua Maria Tangerina 🙂

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E pra fechar, reuni algumas fotos que a Luiza fez enquanto conversávamos e gravávamos um vídeozinho para a Pri postar! Achei que essas fotos transmitiram exatamente o clima gostoso que estava aquele dia:

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Fotos: Luiza Potiens

Modelos: Flávia Ribeiro e Larissa Cunegundes

 

Pausa para o café com: Vereda

Do fascínio por pedras e suas variadas formas e energias, a jornalista Lígia Nogueira criou a Vereda, marca de joias feitas a partir de pedras brutas selecionadas e montadas manualmente por ela.

Na natureza existem infinitos elementos que trazem consigo uma grande fonte de boas energias, e as pedras são uma delas. Sempre acreditei na força que elas têm para nos trazer sorte ou até mesmo proteção, e foi conhecendo o trabalho tão delicado da Vereda que me encantei ainda mais por esse universo.

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Na nossa Pausa para o Café, Lígia explica não só como tudo isso começou mas também compartilha com a gente todo o seu conhecimento sobre esse assunto tão interessante e encantador:

Vida de Amora: Como foi o processo de criação da marca?

Vereda: Como jornalista, sempre trabalhei com criação, mas meu processo sempre foi muito relacionado ao texto. Comecei a desenvolver os colares como hobby e quando comecei a visualizar as peças como algo concreto, que outras pessoas poderiam gostar além de mim, estava relendo o livro do Guimarães Rosa (“Grande Sertão: Veredas”, escrito em 1956). Imediatamente aquele universo tão único, com um idioma próprio, passou a me envolver completamente. Percebi que era isso que eu estava fazendo, criando um mundo particular, e queria que as outras pessoas sentissem a mesma coisa.

V.A.: Qual a relação que tem com as pedras brutas e a energia que tem nelas?

V.: Os cristais fazem parte do reino mineral, um dos primeiros a surgir na Terra. De acordo com a sua composição química, cada mineral emana um tipo característico de energia através do seu campo. Nesse sentido, as pedras brutas têm mais energia do que as polidas ou lapidadas. Sinto uma enorme diferença ao dispor cristais nos ambientes – em vários cômodos da casa, ou no atelier, por exemplo. Cristais de quartzo transparente renovam as energias e são ótimos para o banheiro, por exemplo. No quarto, um fragmento de quartzo rosa estimula o amor. Eles também são ótimos para a meditação. Carregar uma pedra em um colar junto com a gente é muito simbólico, é como aceitar nossa natureza como ela é, com a sua beleza e também com as suas imperfeições.

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V.A.: Você tem a sua pedra preferia ou aquela que sempre anda com você como um amuleto?

V.: A partir do momento em que comecei a trabalhar com as pedras, me tornei absolutamente fascinada por todas elas. Em certos momentos tendo para os azuis e os verdes; em outros, para os rosados. Mas adoro a pirita e a turmalina negra. São praticamente opostas, mas complementares e instigantes.

A amazonita atrai dinheiro, sucesso, traz alegria. A água-marinha atrai felicidade e está relacionada à coragem. A pirita atrai riqueza, prosperidade, proteção e sorte. Estimula a inteligência, a percepção, a criatividade. Já a turmalina negra é um incrível escudo contra a energia negativa.

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V.A.: Como é o processo de seleção do material e a escolha de cada uma das pedras para criar os acessórios?

V.: Justamente por terem formatos incomuns – e únicos, diferentes entre si –, as pedras brutas proporcionam encaixes também únicos. Cada colar que eu crio é como um encontro. É como se as próprias pedras se escolhessem. Os tons e os formatos geralmente são o fio condutor. A natureza é a inspiração principal, mas cada experiência rende uma história, ou uma “minicoleção”. Estive em Algodões, na Bahia, recentemente, e fiquei fascinada pela paleta de cores do lugar. Quando a maré descia, algas dos mais diferentes tons de rosa preenchiam as areias. Voltei obcecada pelos rosé e fiz algumas peças com cores mais “calmas”.

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V.A.: Se a Vereda fosse uma pessoa, como ela seria?

V.: Como o David Bowie, talvez?? Penso na fase Ziggy Stardust, totalmente desafiadora, fora dos padrões. Ou, quem sabe, a Vereda se aproxime do jazz intergaláctico do Sun Ra, com suas referências ao cosmos…

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Trazer consigo uma pedra já é algo extremamente simbólico, e a proposta que a Vereda traz para isso deixa tudo ainda mais incrível.

Acompanhe o trabalho da marca nas redes sociais:

Instagram: @vereda.joias

Facebook: facebook.com/vereda.joias

E se você quiser ver tudo isso bem te pertinho, a Vereda agora tem um atelier super charmoso na Vila Madalena, aqui em São Paulo. Ele fica em uma casa dos anos 60 onde também funcionam um estúdio de fotografia, um espaço de artes plásticas, um brechó e uma cervejaria. Tem um jardim delicioso onde fazem eventos, happy hours e festinhas. Para fazer uma visita é só escrever para veredajoias@gmail.com, aposto que você vai amar tocar essa energia boa com quem sabe muito sobre o assunto!

Pausa para o café com: Sambarilove

O  pausa para o café dessa semana veio entre as linhas e agulhas da bióloga e artista Eveline Rodrigues, criadora da Sambarilove, marca de bolsas cheia de personalidade e estilo puro.

Além das estampas serem pra lá de divertiras e as modelagens super diferenciadas, Eveline transmite todo o seu cuidado e carinho com o produto fazendo cada uma de suas bolsas à mão, o que deixa tudo ainda mais encantador.

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Leia aqui a nossa conversa e sinta esse clima gostoso que a marca tem:

Vida de Amora: Como nasceu a Sambarilove Bolsas?

Sambarilove: A Sambarilove completa cinco anos, em 2016. Nasceu de um momento curioso em que eu e uma amiga resolvemos desmontar uma bolsa para aprender a fazer mais. Só pra gente, mesmo. Aí uma amiga quis e a outra também e até hoje estou costurando para os amigos! Rs

V.A.: Qual a importância que vê nas peças feitas à mão hoje em dia?

S.: Gosto de pensar no tecido, na linha, no botão. Mando a encomenda já carregando meu produto principal: o amor das mãos.

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V.A.: Onde você se inspira para criar as suas peças?

S.: Minha inspiração vem de todos os lados: música, vídeos, revistas, livros, da arte do meu marido grafiteiro, até mesmo da vida cotidiana. As questões sociais me inspiram muito. Quero construir um produto que faça sentido, que enalteça as mais diferentes personalidades. Amo a diversidade da nossa espécie!

V.A.: Qual a sua relação com aquilo que você veste?

S.: Adoro observar como as pessoas se vestem, como se penteiam, como usam seus acessórios. Você conhece muito sobre alguém observando seu comportamento, sua vestimenta. Acho que sai daí meu fascínio pela moda. Moda não tem nada a ver com quem compra mil peças de roupas, toda semana, nas maiores marcas. 

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V.A.: Se a Sambarilove fosse uma pessoa, como ela seria?

S.: Se a Sambarilove fosse uma pessoa, seria das mais fortes que existe, talvez uma mulher negra e careca, como sua logomarca, daquelas que dizem muito, sem falar nada.

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A Sambarilove traz o amor do trabalho manual e a identidade forte de quem conhece seu público.

Eu já tenho a minha e adoro usar com peças básicas, tudo para chamar ainda mais atenção para as cores e beleza que ela tem 🙂

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E se você também se apaixonou pelas bolsas assim como eu, siga a marca nas redes sociais:

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