Brechós – Vancouver

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Sim, a viagem para Vancouver já acabou, mas ainda ficaram aqueles temas que não tem como a gente deixar passar em branco por aqui.  Um deles é sobre os brechós super legais que visitei por lá!

Sempre adorei conhecer novos brechós e nessa viagem essa era uma das minhas expectativas pelas cidades que passei. Percebi que em Vancouver eles dão muito valor para os produtos de segunda mão, que também faz parte do clima sustentável que a cidade tem – afinal, prolongar a vida útil das roupas ainda é a maneira mais sustentável de consumir moda até hoje. Por isso resolvi fazer uma listinha dos meus brechós preferidos da cidade.

O primeiro que quero destacar aqui foi um que passei algumas vezes durante o mês que estive lá de tanto que gostei! O nome dele é Community, um brechó relativamente pequeno, mas com uma curadoria de peças incrível. Lá você pode encontrar roupas com uma pegada super fashion até aquela mega vintage com uma carinha de anos 20. Fiquei doida nos jeans que eles tem. Tudo com um preço camarada e super bem conservados. Lá também vendem uma ecobag super fofa, pra completar o seu ato de compra responsável. Ele fica em uma região da cidade que já carrega em si todo esse clima vintage e que conta com lojas, bares e cafés mais legais da cidade , o bairro de Gastown – que inclusive ganhou um post especial só para ele aqui no blog. Ah, a Community tem duas unidades, uma de roupas femininas e uma de masculinas, que ficam bem pertinho uma da outra!

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O segundo da minha listinha é o Hunter & Hare Clothing, uma lojinha super fofa que, além de vender roupas usadas, vendem produtinhos feitos à mão por produtores locais. São canecas, capinhas de celular, colares, pratinhos de cerâmica… Tudo no maior capricho e de super bom gosto! A loja, que começou com um blog, procura valorizar o trabalho local e servir de espaço para essas mentes tão talentosas exporem os seus trabalhos e fortalecerem o laço com as comunidades locais. Um ambiente super inspirador em que as pessoas nitidamente fazem o que amam e que colocam em prática ótimas ideias que contribuem para o desenvolvimento dos trabalhadores da cidade. A Hunter & Hare Clothing tem dois endereços em pontos super bem localizados de Vancouver. Por lá eu comprei essa bomber super florida que eu estou usando nessas fotos – e em vários outros momentos da vida! 🙂

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Outro brechó que você não pode deixar de visitar quando for para lá é o Duchesse. Esse também fica em Gastown e é um amorzinho de lugar. Fica em um imóvel pequeno, mas a decoração de lá faz valer cada metro quadrado. Tem tanto roupas quanto artigos de decoração e discos. Impossível sair de lá sem se encantar por alguma coisa!

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E pra fechar, outro brechó que me chamou a atenção foi o Mintage. Esse já tem uma estrutura um pouco maior e da para perdermos umas boas horinhas por ali. Tem desde roupas até produtos de decoração, tudo super bem selecionado e cheio de história. As peças ficam bem setorizadas e divididas até por coloração, uma ótima maneira de encontrar o que quer quando se tem muitas opções! O Mintage fica em uma rua super interessante de Vancouver, na Commertial, onde você também pode aproveitar a ida e comer em um dos diversos restaurantes gostosos que tem por lá!

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Adoraria ter tido mais tempo para conhecer os tantos outros brechós legais que fiquei sabendo que existem em Vancouver. Mas as viagens são assim, temos que fazer algumas escolhas e, automaticamente deixar de fazer outras, como tudo na vida. Mas o mais importante é viver intensamente aquelas que foram feitas, e isso não tenho dúvidas que fiz por lá!

Vou deixar aqui os sites com os endereços certinhos dos brechós para vocês anotarem na listinha quando forem à Vancouver:

Rodinha no Pé – Victoria – BC

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No terceiro final de semana, fizemos outra viagem curtinha para um destino muito comum para quem está em Vancouver. Fomos visitar a capital do Estado de British Columbia, Victoria. Para ir até lá existem alguns meios, os mais comuns são os grupos de turismo que fazem pacotes que incluem os translados, guias e tudo mais, ou você também fazer todo o trajeto de carro, inclusive pegar a balsa. Mas também é possível ir até lá por conta própria mesmo se estiver a pé, o que fica um pouco mais em conta por usar os transportes públicos. O trajeto é longo e pegamos diferentes transportes até chegar a balsa e depois dela, mas vou explicar tudo certinho pois acho que a diferença de valores vale a pena.

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Saindo de Downtown pegamos o metro até a estação Bridgeport, de lá esperamos o ônibus municipal número 620 para Tsawwassen Ferry, porto onde pegamos a balsa aqui chamada de BC Ferries. Você pode comprar a passagem na estação mesmo por aproximadamente 15 doláres canadenses. A travessia demora cerca de 1:40 mas a gente nem vê o tempo passar. A paisagem ao redor é muito bonita e a balsa é cheia de atrativos como restaurante, TV, espaço para trabalho e uma área externa bem aconchegante para curtir o visual. Chegando do outro lado da baía, chamada Swartz Bay, encontramos logo na saída um outro ônibus municipal que nos leva até o centro de Victoria. Existem três possibilidades: ônibus número 70 que é o mais direto e rápido, mas caso você perca essa opção também pode pegar o 71 ou o 72 que vão até lá, mas com mais paradas. Se você não estiver com pressa, isso não será um problema pois o caminho todo é muito bonito e você pode já ir aproveitando.

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E dessa forma chegamos a Victoria, uma cidade pequena e cheia de charme. Por ser uma cidade antiga e berço da colonização Inglesa no Canadá, Victoria – que tem esse nome em homenagem a Rainha Victoria, tataravó da atual Rainha Elizabeth II –  tem um clima muito europeu, com construções clássicas e cheias de rococós. Ficamos muito encantadas com todos os detalhes e tentamos aproveitar os dias para caminhar e conhecer um pouco de tudo.

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Alguns destaques foram o passeio em volta da região do Parlamento e do Hotel The Empress, a visita ao Royal BC Museum e a caminhada pela Dallas Road.

O Parlamento, construção datada de 1897, além de muito bonito, também é um prédio em funcionamento, casa da Assembléia Legislativa da Província de British Columbia. Além de caminhar ao seu redor, também fizemos a visita ao seu interior, onde pudemos conhecer um pouco sobre a história política da província, ver fotos de todos os membros da assembléia, governadores e comandantes. Lá também vimos em destaque nomes e fotos de todas as mulheres que fizeram parte e lutaram nessa história. O prédio é tão lindo por dentro quanto por fora e por isso recomendamos muito essa visita.

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Ao lado do Parlamento fica o The Empress, hotel que abriu suas portas em 1908 e está em funcionamento até hoje. Mesmo não hospedados por lá é possível andar pelo seu interior. Ele não faz muito nosso estilo, mas foi legal sentir o clima de como as coisas funcionavam na época. Nos salões de janelas de vitral e lustres de cristal podemos imaginar as senhoras e senhores caminhando elegantes e pomposos pelos seus corredores.

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Também gostamos muito de visitar o Royal BC museum, nossas exposições favoritas foram a First People Galleries – que contava com muita arte, indumentárias e ornamentos a história dos povos nativos da BC – e a Modern Histories Galleries, onde pudemos caminhar por réplicas em escala real de vários ambientes relevantes para a história da cidade.

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E além de muita história, Victoria também tem uma natureza muito bonita. Passeando pela Dallas Road conhecemos uma praia de pedras que nos deixou emocionadas. Você pode ver do alto a vastidão do mar, o horizonte e as montanhas. Tudo envolvido por um cercadinho de madeira que está ali pra proteger da altura sem atrapalhar o natural. Também é possível descer até a praia, caminhar pelas pedras e sentir a água que nessa época do ano estava bem gelada. Enfim, com certeza o nosso lugar favorito pra ver o por do sol e ficar sentada pensando na vida, nas nossas escolhas e no que queremos fazer. Inspiração pura.

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E pra não dizer que não falamos de comida, o dono do apartamento que ficamos hospedados pelo Airbnb (vamos fazer um post especial sobre a nossas experiências com o Airbnb nas viagens pra Victoria e Seattle) tinha várias dicas legais de lugares bem locais, tranquilos e gostosos. Nossos favoritos foram o Fish Hook e o Be Love, dois restaurantes de comidas frescas, bem saudáveis e com um tempero muito especial. Também gostamos dos cafés da manhã que tomamos no Be Happy e Mo:lé. Todos esse ficam localizados no centro de Victoria, super fácil de chegar se você estiver hospedado nessa região.

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Foram três dias de muita caminhada para conseguir conhecer um pouco do que a cidade tem. Foi mais uma vez gostoso estar num lugar diferente e cheio de história. Chegamos de volta bem cansadas mas felizes pelos momentos que passamos por lá.

Gastown – o centro antigo de Vancouver

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Como já falei por aqui, acredito que andar de bicicleta seja uma ótima maneira de conhecer uma cidade. Andamos mais atentos, conseguimos ir para vários lugares no mesmo dia, percebemos cheiros, sentimos o vento e tudo mais passando ao nosso redor. E foi com essas rodinhas no pé que fizemos mais um passeio super gostoso por aqui.

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Saímos de West End – bairro onde minha irmã mora –  e contornamos grande parte da baía pela Sea Wall até o centro, mais especificamente para Gastown, região portuária e também o  bairro  mais antigo da cidade. Andar por ele é conhecer um pouco da identidade de Vancouver e também se encantar com os detalhes e o charme que as construções antigas tem. É uma misturinha boa do passado com um toque de modernidade, sem perder o cuidado e sempre valorizando a história do local.

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Por lá caminhamos bastante, entramos em algumas lojinhas de marcas locais, como a Hey Jude, Meadow, Hunter & Hare, Lululemon Lab e The Latest Scope, conhecemos alguns brechós super legais – que vão ganhar um post especial por aqui 🙂 – e paramos em um café muito fofo e todo charmosinho daqui, o Nelson & Saeguls, onde pedimos um chá para esquentar o corpo nesse outono!

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Tiramos o dia para explorarmos o bairro e quando o sol estava começando se por, pegamos nossas bicicletas de novo e pedalamos até outra parte da baía, onde pudemos ver lá do outro lado o centro da cidade e por traz dele um por do sol lindo, com os raios refletindo nos grandes prédios espelhados e ainda iluminando o mar bem na nossa frente. Eu sei que é um acontecimento diário, mas eu sempre me impressiono e não me canso de olhar as cores e a beleza desse momento.

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A noite chegou e aproveitamos para voltar para Gastown comer alguma coisinha e registrar o bairro com as luzinhas acesas, que fica ainda mais charmoso!

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Voltamos para casa de bike. Confesso que foi uma das poucas vezes que fiz isso a noite e adorei! Depois de um dia cheio como esse o corpo já esta cansado, mas a sensação boa de horas bem aproveitadas não deixa o sorriso sair do rosto.

Lynn Canyon Park – Vancouver

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De volta a Vancouver, aproveitamos o solzinho que ainda estava presente e fizemos um passeio pelo Lynn Canyon Park, um parque com aproximadamente 2.400 km2 e com um rio de águas cristalinas que corta toda a área, formando diversas cachoeiras. Uma beleza de tirar o fôlego e que nos faz refletir sobre o quão poderosa e impressionante é a natureza. O parque também conta com uma ponte suspensa a 50 metros de altura do Canyon, com vista pra uma das maiores quedas do parque. Dá até um friozinho sentir o balanço que ela faz.

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Fizemos caminhadas pelas trilhas locais que são super bem sinalizadas e com plaquinhas que te mostram aonde você está, tudo indicado para não se perder. É incrível ver a altura das árvores e as cores tão vibrantes das folhas agora no outono.

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E no final dessa caminhada escolhemos parar em um dos pontos as margens do rio que era cheio de pedras, um ótimo lugar para sentar, curtir aquele visual e também fazer um picnic!

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Um dos destinos mais comuns nos guias turísticos de Vancouver para esse tipo de passeio é o Capilano Suspension Bridge, um parque que também se destaca por ter nele uma grande ponte suspensa, porém considero o Lynn Canyon Park uma ótima alternativa para quem não quer gastar – pois a entrada é gratuita – e também curtir o ambiente de forma mais calma e com menos movimento.

Uma das coisas que o pessoal daqui da costa Oeste do Canadá mais gosta é de fazer trilhas pelas florestas lindas da região, e essa é só uma das opções dos diversos parques que você pode encontrar por aqui!

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Lancheira e mochila: Maria Tangerina

 

Pike Place Market – Seattle

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Toda cidade tem daqueles pontos que é quase impossível passar e não parar para conhecer, o Pike Place Market é um deles quando se vai para Seattle. Com mais de 100 anos de existência e localizado no centro da cidade, o mercado recebe centenas de turistas e faz parte do cotidiano dos moradores da cidade. Nele você encontra uma variedade imensa de frutas, vegetais, hortaliças e frutos do mar. Tudo fresquinho e produzido por fazendeiros locais. Por lá também tem vários expositores de itens artesanais e floriculturas, que dão um aroma e uma graça ainda mais especial para o local.

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Com vista para o Seattle Waterfront e a Baía de Elliott, o Pike Place também possui diversos restaurantes com opções para todos os gostos. Seguindo o perfil de todo o restante do marcado,  neles encontramos comidas fresquinhas e super saborosas. O nosso escolhido foi o Lowell’s Restaurant, onde pedimos o Famous Fish and Chips e um Tuna Melt, uma ótima opção para um dia cheio de novidades de caminhadas.

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O mais legal é que toda essa graça e estilo do Pike Place se estende para além do mercado e faz da sua rua de entrada um complemento desse universo. Nessa rua, ainda de paralelepípedos, abriga a primeira loja do Starbucks do mundo entre outras lojinhas fofas de comidas e artesanatos locais.

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Outra parada imperdível é o Beecheer’s, uma lojinha de queijos artesanais que tem como principal atrativo a sua cozinha com paredes de vidro que nos permite acompanhar de perto todo o processo de feitura do queijo. Inspirado pelo trabalho manual e com a vontade de entregar um alimento livre de conservantes e  que as pessoas soubessem da onde vem e como é feito, o criador da rede escolheu o lugar certo para vender o seu produto.

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São tantos anos de interação constante com a comunidade que até na hora de restaurar os pequenos danos vindos com o tempo, os membros do Pike Place Foundation – organização criada em 1982 para preservar e realçar as tradições do local –  pensaram em um jeito de trazer ainda mais pra perto aqueles que ajudaram a construir a história do lugar. Em 1985, o Pike Place Market recebeu aproximadamente 55 mil azulejos estampados com os nomes dos doadores de uma campanha de revitalização de uma parte do mercado. Uma forma super interessante de agradecer e lembrar dessas pessoas todos os dias.

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Um lugar cheio de histórias e memórias de uma cidade que não se cansa de crescer. Então já sabe, quando for para Seattle não deixe de andar e se deliciar pelos corredores desse mercado tão cheio de encantos.