Minha lojinha no Enjoei

Agora o Vida de Amora tem um cantinho todo fofo no Enjoei!

Sim, resolvi abrir o meu armário e desapegar de várias roupas que não usava há um tempo mas que estavam novinhas e doidas para serem utilizadas novamente. Foram peças que me alegraram muito em vários momentos da minha vida e que hoje podem fazer outras pessoas felizes também.

E para melhorar, minha lojinha ganhou destaque no site e fui convidada para gravar um vídeo explicando os segredos de uma lojinha caprichada 😉

Confira minha lojinha e o vídeo que fizemos clicando aqui! Tudo feito com muito carinho para vocês.

Uma experiência inspiradora no Peru

Desde que comecei com a ideia de criar esse cantinho, meu maior objetivo era passar uma mensagem positiva e apresentar histórias inspiradoras. E foi em uma conversa sobre a viagem que a Laís Fassoni – 21 anos e estudante de nutrição – tinha acabado de fazer, percebi que ali estava a união perfeita das minhas duas propostas.

Em busca de uma experiência diferente de todas que já teve e também com o objetivo de compartilhar um pouco daquilo que sabe, Laís aproveitou suas férias de janeiro e embarcou para o Peru para realizar um projeto voluntário. Nesses 30 dias ela ensinou inglês, matemática e também algumas noções de consciência ambiental para crianças de uma escola na zona rural de Piura, cidade localizada no norte do Peru.

Em um mundo com realidades tão distintas, só existe uma maneira de julgar ou entender a posição de quem vive ao seu redor: se colocando no lugar dele. Estando totalmente inserida nesse universo ela se viu capaz de apresentar sua visão e principalmente absorver a forma como eles enxergam o mundo. Uma troca de aprendizados e vivências que ela jamais esquecerá.

A maneira como ela conta sobre aquilo que viveu mostra a satisfação de ter feito parte disso, e nada melhor que saber como foi todo esse processo com as palavras dela:

– Como conheceu o projeto?

Existe um escritório da AIESEC no campus da faculdade onde eu estudo e um dia eles estavam divulgando sobre uma feira, “Global Village”, onde estudantes que fizeram intercâmbio iriam estar lá para contar um pouquinho das suas experiências. A partir dos relatos contados, minha vontade de fazer um projeto voluntário ficou muito grande e então eu fui atrás de todas as questões envolvidas para que eu pudesse viver também a minha experiência.

– O que te motivou a fazer parte disso?

Fazia um tempo que eu estava refletindo sobre questões sociais e o que nós, jovens e estudantes, éramos capazes de fazer para mudar ou pelo menos iniciar uma mudança numa realidade tão injusta. A partir disso, comecei a ter contato e ouvir relatos de pessoas que estavam engajadas ou que já haviam participado de projetos que envolviam parte das minhas inquietações pessoais e pensei: Por que não? Queria poder compartilhar cultura e aprendizados com pessoas que talvez não tivessem as mesmas oportunidades que eu tenho; e isso me pareceu um bom começo. Sempre desejei que todos os seres humanos tivessem as mesmas condições de educação, saúde e qualidade de vida, mas, enquanto isso não está totalmente definido nos projetos e leis dos países, não podemos ficar parados e na minha frente eu vi uma oportunidade de fazer algo por isso.

– Conta pra gente como era o seu dia a dia:

Meu projeto ocorria de segunda a sexta-feira, numa escola da zona rural de Piura – Peru, onde eu trabalhava 3 horas diárias, no período da manhã, com mais 2 intercambistas. Lá, tínhamos aproximadamente 50 alunos, na faixa dos 5 aos 12 anos. Todas as aulas eram planejadas por nós, trabalhamos bastante com matemática e inglês, que foram duas matérias dadas como prioridade pelo diretor da escola, porém, junto a isso, após observada a realidade local, onde concepções básicas de preservação do meio ambiente não eram observadas, trabalhamos bastante questões de consciência ambiental, como jogar o lixo no lixo e também noções de reciclagem. Já que era período de férias das crianças, buscávamos deixar as aulas bastante dinâmicas, estimulando as a participarem.

– Qual era a sua parte favorita do convívio com as crianças?

O que mais me encantava no convívio com as crianças era o carinho por elas doado. Todos os dias quando chegávamos e quando íamos embora, era um montão de beijinhos e abraços, além dos agradecimentos e sorrisos estampados nos seus rostinhos. Elas me surpreendiam diariamente e permitiam que eu superasse todos os desafios impostos, porque, apesar de tudo, a inocência e a vontade de aprender transbordavam nos olhos delas.

– Quais foram as dificuldades encontradas?

Com certeza, para mim, a maior dificuldade foi viver sem as minhas liberdades e conviver com o medo. Na região onde eu estava, uma mulher andar na rua, sozinha, era o maior alvo de molestas. Lá, as questões feministas não estão nada desenvolvidas, eles te olham como mero objeto e você sente a sua integridade indo embora. Não digo que no nosso país isso não esteja presente, mas onde eu estava ocorriam fatos diariamente e mais de uma vez, e isso era tido como algo normal. Por isso, senti falta e medo, falta de andar sem medo, porque nos meus 30 dias, longe das minhas comodidades, evitar isso, era praticamente impossível e “ignorar” era a única solução.

– Um resumo do intercâmbio:

Cada momento foi ímpar e não necessariamente lindo como ilustrados nas redes sociais, existiram aflições e desafios diários a serem superados. Esse intercâmbio me proporcionou uma experiência única e foi capaz de despertar em mim os mais diversos sentimentos, emoções e sonhos. Me permitiu quebrar preconceitos e construir novas ideologias. Tudo o que pude viver com as crianças e todo o amor e sorrisos por elas doados, além de todo o crescimento adquirido, fizeram estar totalmente fora da minha zona de conforto, valer a pena. Sou extremamente grata a tudo que vivi.

Como ela mesmo disse, estar fora da zona de conforto nos faz crescer e dar mais valor para o que temos. Refletindo e conhecendo realidades diferentes, reconhecemos os nossos privilégios e ganhamos um senso maior da responsabilidade que temos em relação a quem não teve as mesmas chances que nós.

Procurar conhecer diferentes culturas nos faz ter maior embasamento até para julgar a nossa própria cultura. Nos faz aprender a aceitar e respeitar as diferenças entre cada uma delas e nos torna pessoas mais generosas e abertas para as mudanças do mundo.

Esse projeto tão lindo está a disposição de todos, é só entrar no site da AIESEC e buscar maiores informações: aiesec.org.br/estudantes/cidadao-global/

Se doar ao próximo, conhecer mais sobre o outro e sobre você mesmo. Um trabalho inspirador realizado pela Laís e por outros jovens ligados a AIESEC faz o nosso coração transbordar de orgulho e esperança de que um mundo melhor é possível, e ele só depende de nós.

Em uma casa no campo

Quando estamos em Gonçalves acordamos cedo naturalmente. O que mais gosto de observar quando abro a janela pela manhã são as casas ao redor com suas chaminés saindo fumaça. Sinal que o fogão a lenha já esta funcionando e o café já deve estar quentinho na mesa.

Como temos pouca intimidade com o fogão a lenha ainda, usamos o a gás mesmo para preparar nosso café: pão sovado na chapa e leite quentinho. E lá não tem essa de tomar café dentro de casa não, pegamos nossos banquinhos e fomos para a varanda curtir o friozinho da manhã.

Entre uma refeição e outra, colocamos uma música, caminhamos pelo bairro, arrumamos a casa… Tudo no nosso ritmo e sem olhar muito para o relógio. E quando bate a fome lá estamos nós na cozinha de novo preparando mais alguma coisa gostosa para comer.

O almoço do dia foi bolinho de soja, arroz e abobrinha. E pra acompanhar, suco de limão feito na hora. Tudo simples e muito gostoso 🙂 E depois de comer sempre bate aquele sono, então corremos para o sofá curtir uma preguicinha sem culpa na frente da TV – que não pega muitos canais, mas só de fazer aquele barulhinho, já embala bem o sono.

Levantamos, arrumamos mais um pouco a casa, caminhamos com a cachorra e vimos lá de longe a chuva vindo. Voltamos pra casa e ficamos por lá ouvindo música e curtindo a chuva passar. E foi ai que veio mais uma idéia gordinha: fazer bolinho de chuva! Esquentamos o óleo, preparamos a massa e tcharam! Super fácil de fazer e uma delícia de comer.

E foi assim que passamos mais um dia na nossa casa amarela no campo. Curtindo tudo com calma, observando a natureza e quem vive nela, conversando e refletindo. Tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz!

Somos apenas um pontinho

Passei três dias desconectada de tudo. Me afastei do celular e me liguei apenas ao aqui e agora. Tirei alguns dias para viver o simples e agradecer a vida.

Quem já me conhece sabe que de vez em quando eu fujo para o meio do mato ou corro para a primeira praia que vejo. Gosto de São Paulo, mas as vezes meu corpo pede uma paz que aqui, com a correria do trabalho e o ritmo do dia a dia, fica difícil encontrar. E foi buscando mais uma vez essa fuga que fomos para Gonçalves, sul de Minas Gerais.

Nessa viagem visitamos o mais novo lugar que estamos apaixonados, esse das fotos acima. Uma pedra lá no alto com uma vista de perder o fôlego e fazer a gente refletir sobre a imensidão do mundo e a pequenez da gente.

Essa ida à Gonçalves foi assim, renovando as energias, agradecendo as coisas boas e curtindo muito aquilo que gosto: a natureza, as comidinhas, o amor e o cheiro de mato. Durante a semana vou contar em posts, ensaios e histórias um pouquinho sobre esses dias tão gostosos.